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Espanha: identificadas 66 das 69 vítimas do acidente ferroviário de Urda

Pessoas que procuram familiares que viajavam nos comboios envolvidos numa colisão reúnem-se em Toledo, Espanha, a 29 de outubro de 2026.
Pessoas que procuram familiares que viajavam nos comboios envolvidos numa colisão reúnem-se em Toledo, Espanha, em 29 de outubro de 2026. -  Direitos de autor  Foto AP/Andrea Comas
Direitos de autor Foto AP/Andrea Comas
De Christina Thykjaer
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A investigação da tragédia ferroviária em Urda prossegue, intensificam‑se as buscas entre os vagões destruídos. Três mortos por identificar, juíza pede mais meios e governo espanhol prepara pacote de apoios aos afetados.

As equipas forenses conseguiram identificar 66 das 69 pessoas que morreram no acidente ferroviário de Urda (Toledo), segundo a última actualização do Centro Integrado de Dados (CID). O balanço provisório de vítimas mortais mantém-se em 69, enquanto prosseguem os trabalhos de busca no local do sinistro.

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As autoridades esperam identificar nas próximas horas as três vítimas mortais restantes, que serão de nacionalidade estrangeira. As famílias já foram localizadas e está previsto que viajem para Espanha para tratarem pessoalmente dos procedimentos de identificação. Continuam desaparecidas várias pessoas que ainda não foram localizadas.

Entre as vítimas identificadas contam-se 54 cidadãos espanhóis e 12 estrangeiros. As vítimas estrangeiras identificadas são quatro cidadãos dos Estados Unidos e uma pessoa de cada uma das seguintes nacionalidades: argentina, canadiana, checa, francesa, japonesa, mexicana, portuguesa e tunisina.

A Secretaria de Relações Exteriores do México informou no domingo que foram identificados 12 cidadãos mexicanos afetados pelo acidente ferroviário. Segundo as autoridades mexicanas, 11 deles sofreram ferimentos ligeiros e já tiveram alta médica.

Guardia Civil continua as buscas entre os destroços dos comboios

A Guardia Civil mantém o seu dispositivo na zona do acidente, onde começaram as operações para transladar os vagões sinistrados para um local seguro. Estes movimentos permitirão aceder a novas áreas e facilitarão a inspecção dos restos ferroviários, com o objectivo de localizar possíveis vestígios biológicos e avançar nas tarefas de busca e identificação.

Dispositivo da Guardia Civil em Urda (Toledo) em 1 de novembro de 2026.
Dispositivo da Guardia Civil em Urda (Toledo) em 1 de novembro de 2026. X: Guardia Civil

A juíza responsável pela investigação do acidente pediu no domingo que se intensifiquem os trabalhos no terreno. Em concreto, solicitou o reforço das equipas com mais operários, a aceleração das operações de busca e a manutenção da actividade durante a noite.

Governo prepara apoios para os afetados

Prevê-se que o Conselho de Ministros espanhol aprove na terça-feira, 3 de novembro, um real decreto com medidas de apoio às pessoas afetadas pela tragédia ferroviária. Nessa reunião, o ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, apresentará também um relatório sobre o que aconteceu em Urda.

Entretanto, a greve de maquinistas continua a afetar o transporte ferroviário em Espanha. A companhia francesa Ouigo, que opera no país desde 2021, cancelou todos os comboios previstos para esta segunda-feira, depois de a Audiência Nacional ter suspendido cautelarmente os serviços mínimos fixados pelo Ministério dos Transportes.

A medida, que também foi aplicada na passada sexta-feira, afetou cerca de 40 comboios e 20.000 passageiros entre sexta-feira e esta segunda-feira. A Ouigo ofereceu aos passageiros afetados alterações gratuitas ou o reembolso dos seus bilhetes.

Por seu lado, o sindicato de maquinistas Semaf convocou novas jornadas de greve na Renfe para os dias 10 e 12 de novembro. A primeira paralisação será de 24 horas e a segunda, parcial. O sindicato denuncia a falta de avanços nos compromissos assumidos para reforçar a segurança ferroviária.

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