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Juncker 'força' acordo entre Sérvia e Kosovo para entrada na UE

Jean-Claude Juncker quer alargar União até aos Balcãs em 2025
Jean-Claude Juncker quer alargar União até aos Balcãs em 2025 Direitos de autor REUTERS/Francois Lenoir
Direitos de autor REUTERS/Francois Lenoir
De  João Paulo Godinho
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O líder da Comissão Europeia está em viagem pelos Balcãs para trabalhar nas perspetivas europeias de adesão de seis países.

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O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, está em digressão pelos Balcãs para discutir o projeto de alargamento da União Europeia (UE) até esta região em 2025.

No roteiro do líder europeu estão  Macedónia, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Montenegro, Sérvia, Kosovo e, finalmente, Bulgária, que preside neste semestre à UE. De acordo com a estratégia comunitária para a região, a Sérvia - como Juncker reconheceu esta segunda-feira - é uma nações mais bem colocadas neste processo de adesão.

Porém, a relação com o Kosovo - cuja independência nunca foi formalmente reconhecida pelos sérvios - pode ser um entrave às pretensões de Belgrado. O líder da CE avisou que Sérvia e Kosovo têm de resolver o diferendo para entrarem na União, devendo ser estabelecido um acordo escrito e reconhecido por todas as partes.

"Não podemos integrar na União Europeia países que não resolveram conflitos territoriais entre si. Os conflitos bilaterais não podem ser importados. Gostaríamos que tais problemas fossem solucionados antes da data de adesão", afirmou.

O 'recado' foi bem recebido pelo Presidente da Sérvia, Aleksander Vucic, que abriu a porta a um possível entendimento com os kosovares.

"É por isso que é importante chegar a um compromisso com os albaneses para resolver historicamente esta relação de uma forma diferente, sem guerras e conflitos; e ter um eixo norte-sul nos Balcãs Ocidentais que significaria amizade entre as duas nações com mais população", explicou.

Na Cimeira de Salónica, em 2003, a União expressou apoio às perspectivas europeias de adesão dos países dos Balcãs Ocidentais. Desde então, apenas a Croácia tornou-se membro de pleno direito, enquanto a Sérvia e Montenegro devem ter de esperar mais sete anos.

No entanto, a União Europeia reacendeu o interesse na região, muito por culpa das mudanças geopolíticas que reforçaram a influência de Rússia, China e Turquia naquela parte da Europa. Nesse sentido, a UE vai investir este ano cerca de mil milhões de euros na zona dos Balcãs.

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