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Atentado em Caxemira faz dezenas de mortos

Atentado em Caxemira faz dezenas de mortos
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De  Euronews
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Quarenta e quatro polícias morreram na sequência de um atentado ao autocarro em que seguiam.

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Mais de quatro dezenas de polícias perderam a vida num ataque com um carro armadilhado, projetado contra o autocarro de uma coluna da polícia, na região de Caxemira, na fronteira entre a Índia e o Paquistão.

A explosão foi ouvida a vários quilómetros de distância. Trata-se do ataque mais mortífero dos últimos anos e faz crescer de novo as tensões entre a Índia e o Paquistão nesta região disputada pelos dois países.

Zulfiqar Hassan, da reserva central da polícia conta que "a coluna fazia o percurso entre Jammu e Srinagar quando foi atacada. Foram atingidos os veículos e os homens".

As autoridades indianas abriram uma investigação para averiguar a natureza da explosão e as circunstâncias em que ela ocorreu, apesar de não haver dúvidas que se trata de um ataque terrorista.

O grupo islamita radical baseado no Paquistão, Jaish-e-Mohammad, já reivindicou o ataque. O governo de Nova Deli diz que os atacantes vieram do Paquistão, mas Islamabad nega qualquer envolvimento.

Através do Twitter, o presidente indiano, Narendra Modi classificou o ataque como "desprezível" e manifestou-se preocupado com as consequências.

O Jaish-e-Mohammad é um dos grupos radicais mais poderosos a operar na região de Caxemira. Foi acusado de estar na origem do ataque contra o parlamento indiano em 2001, um dos momentos de maior tensão entre a Índia e o Paquistão. Na altura, Nova Deli enviou as tropas para a fronteira com o Paquistão.

A região de Caxemira, de maioria muçulmana, é foco de disputa entre a Índia e o Paquistão, há muitas décadas. Cada país detém uma parte do território. Ambos reclamam a totalidade. A disputa do território esteve na origem de duas guerras entre os dois países desde a independência da Índia do império britânico em 1947.

O ministro paquistanês dos Negócios Estrangeiros classifica a situação como "muito grave", mas rejeita qualquer envolvimento do governo paquistanês. A Casa Branca apela a Islamabad que acabe com o apoio e a proteção aos grupos terroristas que operam em solo paquistanês.

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