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Conferência sobre petróleo e gás reúne investidores em Angola

Conferência sobre petróleo e gás reúne investidores em Angola
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Reuniram-se em Luanda os principais atores mundiais das energias. O objectivo foi conhecer o processo de reestruturação do setor energético angolano.

O ciclo de conferências foi aberto por João Lourenço, Presidente da República de Angola, que referiu que para além dos vários decretos presidenciais, que visam regular a actividade petrolífera, foram aprovadas no domínio jurídico legal, importantes diplomas com destaque para a legislação que estabelece os princípios gerais de investimento e o respectivo regime fiscal nas actividades de prospeção, pesquisa, avaliação, desenvolvimento e produção do gás natural.

De acordo com o Director-Geral Adjunto da Total em Angola, Pedro Ribeiro, o processo de reestruturação contou com o contributo de todas as operadoras presentes no mercado Angolano, o que permitiu a companhia Francesa Total, por sinal a operadora com maior volume de investimentos no sector em Angola, a abertura de três eixos principais: nomeadament na exploração de campos marginais e no gás natural.

Já o Coordenador-geral do Centro de Apoio Empresarial ao sector do Petróleo e do Gás, Job Vasconcelos, afirma que toda a conformação da nova legislação vai reger-se por três pilares: "o pilar número um rege-se pela inserção de trabalhadores angolanos no sector petrolífero; o número dois, pela contratação de empresas nacionais para prestação de bens e serviços e o pilar número três pela inserção ou compra de produtos e matéria prima nacional."

Além do ciclo de conferências, o evento permitiu a exposição de matéria prima local e impoortada, para prestação de serviços ao sector do petróleo e do gás e os os expositores no geral, mostraram-se satisfeitos com o futuro do setor em Angola"

Para Walter Escórcio, Diretor de Vendas para Angoa Baker Hughes GE, decididamente esta conferência marca um reinício, ou seja, um relançar da actividade de exploração em Angola.

A conferência "Angola Oil and Gás 2019", marca assim o início de vários acordos nomeadamente, entre a Agência Nacional de Petróleo e Gás e a ExxonMobil, que prevê que a dinamização do bloco 15, aumentando a sua produção em 40.000 mil barris por dia; entre a Sonangol e a companhia petrolífera italiana ENI e entre o Governo Angolano e o Francês. Este último prevê a formação de angolanos em universidades francesas.

O acordo de formação

De acordo com o porta-voz do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo Angolano, o processo de inserção de estudantes angolanos no ensino superior francês, teve início aquando da visita de Estado a França do presidente de Angola, João Lourenço, em 2018. Luanda e Paris acordaram, então, em co-financiar a educação de 50 estudantes angolanos em universidades francesas. O Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo pré-selecionou e testou 100 candidatos em matemática e ciências - 50 foram finalmente seleccionados pelo Lycée Français em Luanda e receberam formação e preparação intensiva em matemática, física e francês, entre os meses de Março e Junho de 2018.

O acordo, assinado pelo Secretário de Estado do Petróleo, José Alexandre Barroso, e pelo Embaixador de França em Angola, S.E. Sylvain Itté, abre a próxima fase da iniciativa. Os estudantes irão agora viajar para França para dois meses de aulas intensivas.