Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.
Última hora

Trump admite ter autorizado e desistido de ataque ao Irão

Trump admite ter autorizado e desistido de ataque ao Irão
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

O presidente dos EUA admite ter autorizado e desistido de ataques concertados a alvos iranianos. Através das redes sociais Donald Trump afirmou não ter "pressa" em responder militarmente ao Irão, acrescentando que cancelou os três ataques, que deveriam ter acontecido na noite de quarta-feira, 10 minutos antes de estes serem lançados porque o informaram de que eles fariam 150 mortos, o que é desproporcionado face ao abate de um drone.

Teerão tinha recebido, de Trump, uma mensagem, entregue em Omã, durante a madrugada, a avisar sobre a eminência de um ataque, na qual o chefe de Estado frisava ser contra a guerra e dizia querer negociar. Uma Informação de autoridades iranianas, não especificadas, à agência de notícias Reuters.

A crise entre Irão e EUA agudizou-se quando Teerão abateu um drone norte-americano dizendo ter "provas irrefutáveis" de que este tinha violou o seu espaço aéreo, dizia-se mesmo pronto a apresentar o caso na ONU. O Pentágono publicava, entretanto, mesmo um mapa da trajetória do drone, e garantia que este estava sobre águas internacionais.

Depois deste incidente o vice-chefe da Diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, enviou uma mensagem a Washington, através do embaixador da Suíça em Teerão, dizendo que o seu país "não está à procura de guerra". Deixava um aviso aos EUA "contra qualquer ação imprudente na região", dizendo que "defenderá, resolutamente, o seu território contra qualquer agressão", mas acrescentava que se houve um erro, do lado iraniano, não terá sido deliberado.

Do lado europeu, Donald Tusk prefere manter-se à margem do conflito:

"Acompanhamos a situação de perto e estamos muito preocupados com o que está a acontecer na região do Golfo, mas não há, pragmaticamente, razão para preparar declarações europeias, específicas, sobre a matéria. Acho que nossa posição é de grande responsabilidade."

Como medida de precaução, a Administração Federal de Aviação dos EUA proibiu as companhias aéreas americanas de sobrevoarem o espaço aéreo controlado por Teerão "até novo aviso". Restrições justificadas pelo "aumento das atividades militares e da tensão política na região", que representam um risco. A KLM também decidiu deixar de sobrevoar o Estreito de Ormuz, ponto de passagem estratégico de petróleo na região do Golfo.

A tensão entre Irão e EUA aumentou desde que Trump decidiu retirar o seu país do acordo nuclear para o Irão, e avançou com novas sanções contra o país.