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Papa pede união pela Amazónia: "Oremos pelo empenho de todos"

Sumo Pontífice apela à união internacional na proteção dos pulmões florestais
Sumo Pontífice apela à união internacional na proteção dos pulmões florestais -
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REUTERS/Yara Nardi (Arquivo)/ Ueslei Marcelino
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Os muitos incêndios a lavrar na Amazónia, e que afetam sobretudo o Brasil e a Bolívia, têm mais um inimigo de peso no Vaticano.

O Papa Francisco aproveitou a habitual missa de domingo, na Praça de São Pedro, para rezar pelo rápido apagar das chamas num esforço que o Sumo Pontífice espera ser coletivo.

"Oremos para que, com o empenho de todos, as chamas sejam controladas o mais breve possível porque o pulmão das florestas é vital para o nosso planeta", afirmou o líder da Igreja católica perante milhares de fiéis que assistiam à missa.

Bolívia aceita ajuda

A Amazónia, casa da maior biodiversidade do planeta, abrange territórios de nove países, incluindo a França.

Entre os mais afetados pelos incêndios está a Bolívia, já com cerca de um milhão de hectares ardidos, de acordo com as autoridades locais.

Os habitantes da Amazónia boliviana estão "tristes" porque veem "tudo perdido". "Os animais selvagens foram queimados. Não resta nada", lamentou Elugio Cesare, membro de uma das tribos indígenas residentes em Chiquitanías.

Pelo menos dez famílias bolivianas já ficaram sem casa, revelou pelas redes sociais o Presidente Evo Morales.

O chefe de Estado boliviano prometeu reconstruir as casas dessas famílias, revelou a instalação de albergues para animais resgatados nos incêndios e a contratação de mais aviões para combater as chamas.

Há também muitos voluntários a ajudar os bombeiros no terreno.

Um deles, Armando Pinto, conta-nos que "as chamas estão a avançar cada vez mais rápido". Sabrina Cuellar acrescenta que as equipas vão "para uma zona e o fogo avança por outra".

"Precisamos da ajuda para combater o incêndio. Só nós não somos suficientes", lamenta.

Depois de ter rejeitado ajuda internacional, este sábado à noite Evo Morales já se mostrou recetivo a aceitar as ofertas de ajuda de Argentina e Peru na zona de Chiquitanías, onde mais de duas mil pessoas combatem as chamas.

A falta de chuva e o calor previstos nos próximos dias ameaçam dificultar o combate às chamas na Amazónia boliviana.