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"Não há incêndios por controlar em Angola"

"Não há incêndios por controlar em Angola"
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O Governo de Angola considerou ser uma dramatização e desinformação a comparação feita pelos media internacionais entre as queimadas no país e os incêndios que há mais de um mês devastam a Amazónia.

À euronews, a ministra angolana do Ambiente, Paula Francisco Coelho, garantiu que as chamas detetadas pelo satélite do MODIS (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer) da NASA são queimadas realizadas pelas populações rurais para a preparação das terras de cultivo.

"Neste momento não. Não temos nenhum incêndio a controlar. Neste preciso momento não vamos conseguir dar informação precisa, ou apresentar alguns mapas, mas incêndios em Angola, neste momento, não ocorrem (...) Não podemos determinar ou comparar a real situação de incêndios em Angola. Existem, sim, algumas queimadas daquilo que são as práticas de algumas comunidades na preparação do solo para a próxima campanha de agricultura. Não iremos declarar que são incêndios florestais porque estes não ocorrem na proporção da qual depois há um parâmetro de comparação de alta visibilidade, mas dizer que continuamos a engajar as comunidades para uma melhor tomada de decisão e melhor uso dos recursos que têm, até mesmo para a produção na base de uma sustentabilidade alimentar."

Angola reconheceu, no entanto, que o país perdeu, nos últimos anos, uma elevada área de florestas nativas, devido a fogos descontrolados com origens várias, principalmente a caça.

Paula Francisco Coelho sublinhou que o Governo angolano tem em marcha um plano para o reflorestamento, abrangido pela Lei de Bases das Florestas e Fauna Selvagem.

"Há uma política aprovada, há um inventário florestal que, também, já foi feito e sobretudo foi aprovada, muito recentemente, a lei sobre as florestas que, também, carecerá de uma nova regulamentação e aumentará, obviamente, a responsabilização daquilo que é também na base da compensação e o apoio à integração, com o setor privado e a sociedade civil, das associações de defesa do ambiente para continuarmos o plantio. Os espaços verdes têm sido um trabalho ativo. Estamos numa altura de progresso, de desenvolvimento e de reconstrução, dentro do nosso país, onde já não podemos deixar de parte a cintura verde, como um ato de cidadania".