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Quinto domingo de protestos na Bielorrússia

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Quinto domingo de protestos na Bielorrússia
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O cenário repete-se pelo quinto domingo consecutivo em Minsk, a capital da Bielorrússia. Milhares de pessoas a desfilarem nas ruas para protestarem contra a reeleição de Alexander Lukashenko.

Um movimento de protesto sem precedentes no país.

Exibindo as cores branca e vermelha da oposição, a multidão convergiu de diversos bairros em direção ao centro da cidade.

As autoridades mobilizaram um forte dispositivo de segurança com bloqueio de ruas e a presença de centenas de agentes com veículos blindados e canhões de água.

Na manifestação deste sábado terão sido detidas quase uma centena de pessoas, segundo números do governo.

A semana foi marcada pelo início do ano letivo turbulento, com os estudantes em protesto e em greves e dezenas deles a serem detidos. Para além dos estudantes terão sido detidos também cerca de duas dezenas de jornalistas.

Lukashenko que sempre desvalorizou o novo coronavírus alega agora que o comportamento dos manifestantes é inadmissível por facilitar os contágios e, longe de recuar, endurece o tom com que lida com a situação, denunciando um complô ocidental e procurando o apoio de Moscovo.

Da Lituânia, onde está refugiada, Svetlana Tikhanovskaïa deixa apelos, como este, aos manifestantes: "Lembrem-se que seremos fortes enquanto estivermos unidos".

Esta sexta-feira, a candidata à eleição presidencial deixou também um apelo à comunidade internacional para que aprove sanções contra o regime de Alexandre Lukashenko e para que envie uma missão da ONU para a Bielorrússia para documentar as violações dos Direitos Humanos e a repressão das manifestações, com numerosos casos de tortura, dezenas de feridos e, mesmo, três mortes.

A Rússia que desde o início da crise tem denunciado a "ingerência ocidental", intensificou o apoio à Bielorrússia. Esta semana o primeiro-ministro, Mikhaïl Michoustine, esteve em Minsk.