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Bichkek em estado de emergência

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Bichkek em estado de emergência
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A situação está cada vez mais tensa no Quirguistão. Este sábado, e depois de manifestantes terem libertado um antigo presidente, Almazbek Atambayev, as autoridades voltaram a detê-lo.

Bichkek está em estado de emergência até 21 de outubro. As manifestações foram proibidas e foi imposto o recolher obrigatório na capital do país. A população, e seguindo o decreto assinado pelo presidente, Sooronbai Jeenbekov, está obrigada a ficar em casa das 21h e as 05h da manhã. O que não é claro, para já, é se os militares enviados para a cidade vão obedecer às suas ordens ou ficar do lado dos seus opositores.

Têm-se multiplicado os apelos para que o chefe de Estado abandone o cargo, após milhares de manifestantes terem invadido edifícios governamentais, e depois das eleições Legislativas que foram, entretanto, anuladas.

Na terça-feira, Sadyr Zhaparov, numa sessão de emergência do parlamento, foi indicado para novo primeiro-ministro. Decisão contestada por outros grupos de manifestantes, o que mergulhou o país no caos.

Almazbek Atambayev foi condenado a 11 anos de prisão, em junho, por corrupção e abuso de poder mas os seus apoiantes falam em vingança política. Desta vez as autoridades justificam a detenção acusando-o de organizar motins.

Na sexta-feira, apoiantes de Zhaparov atacaram defensores de Atambayev na praça central de Bishkek. Um homem disparou vários tiros contra o carro do antigo presidente mas este saiu ileso.

Os novos protestos são impulsionados por rivalidades entre grupos étnicos que desempenham um papel fulcral na política do país.

É a terceira vez, em 15 anos, que manifestantes tentam derrubar um governo no Quirguistão, um país da Ásia Central de 6,5 milhões de habitantes que é um dos mais pobres da antiga União Soviética.