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Comboios noturnos em expansão na Europa

Comboios noturnos em expansão na Europa
Direitos de autor Michael Probst/AP Photo
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De  Euronews
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Em tempos de pandemia e preocupações ambientais, cada vez mais europeus escolhem viajar de noite em comboio

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Entre as preocupações ambientais e os receios de viajar de avião em tempos de pandemia, o negócio dos comboios noturnos na Europa está a ganhar uma nova vida.

Da Suécia à Áustria, têm-se multiplicado nas últimas semanas os anúncios de ressurreição e reforço dos comboios com camas por toda a Europa, uma boa notícia para muitos passageiros.

Apesar das ligações ferroviárias serem frequentemente mais caras do que os voos "low cost", esta opção tem crescido em popularidade, como refletem os investimentos em território europeu. A empresa estatal de caminhos-de-ferro da Áustria (ÖBB) investiu em 26 novas rotas.

Bernhard Rieder, porta-voz da ÖBB:"O nosso objetivo é bastante claro: oferecer aos passageiros um serviço alternativo a voar na Europa e é por isso que estamos a expandir a rede com os nossos parceiros."

As companhias estatais da Áustria, Alemanha, Suíça e França anunciaram recentemente um investimento de 500 milhões de euros para o desenvolvimento de ligações ferroviárias noturnas entre 13 grandes cidades europeias.

Mas, com a liberalização do mercados nos últimos anos, também há vários operadores privados a avançar com projetos, que permitirão nomeadamente ligar Estocolmo a Berlim ou aos Alpes e a Ucrânia à capital checa.

A Regiojet é uma dessas empresas. A companhia checa já oferece viagens em comboios com camas de Praga para a Croácia e a Eslováquia e defende que deveria beneficiar dos mesmos subsídios que as empresas estatais.

Ales Ondruj, porta-voz da Regiojet:"O nosso sonho é poder competir a um nível justo com o Estado e outras companhias, porque não deveria haver uma diferença entre um operador estatal e um privado."

Johannes Pleschberger, euronews:"A Regiojet enviou, juntamente com outros operadores privados, uma carta aberta aos responsáveis políticos, apelando a uma concorrência justa, que diz ser a única forma de implementar o Pacto Ecológico Europeu no transporte de passageiros."

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