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Vacina da AstraZeneca distribuída na Europa

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Vacina da AstraZeneca distribuída na Europa
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Qiase 250 mil doses de vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca chegaram já a Itália. É o primeiro lote da substância desenvolvida pela farmacêutica, em parceria com a universidade britânica de Oxford. O plano é integrar, já a partir de segunda-feira, esta substância no plano de vacinação.

Itália está entre os países que decidiram limitar o uso da vacina da AstraZeneca a população com menos de 65 anos. O mesmo acontece em França com uma nuance: as primeiras doses da vacina da AstraZeneca destinam-se aos profissionais de saúde entre os 50 e os 64 anos.

Valerie Durand-Roche, diretora do Hospital Universitário Edouard Herriot, em Lyon, conta que receberam 7700 doses na sexta-feira à noite. Horas depois de chegarem, começaram a ser administradas. 100 profissionais receberam a imunização este sábado.

Espanha também já recebeu o primeiro lote da substância. Vai usá-la apenas em adultos até aos 65 anos.

Portugal recebe as primeiras doses da vacina da AstraZeneca terça-feira e ainda não estabeleceu regras de utilização.

Novo estudo científico diz que vacina da AstraZeneca é eficaz contra a nova variante do Reino Unido

Investigadores da Universidade de Oxford, que criaram a substância, apontam para um efeito semelhante quando se trata de lutar contra a variante ou quando enfrentam a estirpe original da covid-19, usada nos ensaios clínicos.

A comunidade científica estava preocupada com a possibilidade de as vacinas que atualmente se administram no país para imunizar a população poderem deixar de resultar contra a nova variante britânica do vírus.

No estudo – que ainda não foi publicado oficialmente – também se descreve a análise que sugere que vacinar com o composto de Oxford /AstraZeneca resulta numa redução da carga viral que poderia traduzir-se numa diminuição da transmissão da doença.

Von der Leyen volta a rejeitar críticas à estratégia de vacinação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, voltou a rejeitar as críticas à estratégia de vacinação na União Europeia, em textos de opinião publicados em todos os Estados-membros ao longo do fim de semana.

Os atrasos nas entregas de vacinas na Europa devem-se “a problemas no processo de fabrico ou escassez de ingredientes importantes” na “fase de arranque” do fabrico, sustenta a chefe do executivo europeu num texto publicado na edição de sábado do jornal Público e coassinado pela comissária portuguesa, Elisa Ferreira.

Evocando as críticas sobre uma “falta de rapidez na tomada de decisões”, Von der Leyen afirma que “honestamente” discorda de que “teria sido possível ser muito mais rápido”, de que “um Estado-membro sozinho teria feito melhor” ou de que “um contrato celebrado mais cedo seria garantia de uma entrega mais célere e em quantidades adequadas”.

“Convém não esquecer que a vacinação implica injetar uma substância ativa biológica numa pessoa saudável. Não são decisões que possam ser tomadas de forma ligeira. A segurança e a eficácia foram sempre primordiais”, frisa, apontando que isso explica nomeadamente “o atraso em relação ao Reino Unido no arranque do processo de vacinação e a atual diferença no número de pessoas vacinadas”.

Von der Leyen aponta que, desde o início da vacinação na União Europeia, a 27 de dezembro, as farmacêuticas “entregaram 20 milhões de doses", que “em fevereiro os países da UE receberão mais cerca de 33 milhões de doses e em março 55 milhões”.

“Ainda não é suficiente, mas também não é insignificante”, afirma, assegurando que a Comissão acompanhará o processo “de muito perto” e ressalvando que “uma produção desta magnitude nunca tinha acontecido”.

Num outro texto, para a edição de domingo do jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, a presidente da Comissão reconhece que os atrasos nas entregas são um problema “penoso” face às grandes expectativas dos europeus.

E admite: “Se todos estivéssemos conscientes na altura dos riscos envolvidos no lançamento de uma tal produção em massa, teríamos moderado as expectativas de uma vacinação rápida”.

As declarações de Von der Leyen ocorrem numa altura em que se multiplicam as críticas na Europa à lentidão do processo de vacinação e em que as populações se mostram crescentemente cansadas de quase um ano de restrições.