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Sexta noite consecutiva de protesto em Barcelona

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De  Nara Madeira com AFP, AP
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Sexta noite consecutiva de protesto em Barcelona
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Sexta noite consecutiva de protesto em Barcelona. Centenas de pessoas continuam a pedir nas ruas a libertação do rapper catalão Pablo Hasél.

A manifestação, mesmo com um cartaz a questionar a sua eficácia, começou, como tem sido hábito, de forma pacífica. Um jovem, Joan, mecânico dos caminhos-de-ferro, dizia participar no protesto por considerar "injusto um cantor ir para a cadeia por expressar ideias através da música".

Uma jovem estudante de Direito, Anna, ia mais longe dizendo “num estado repressivo e policial" e, por isso, acrescentava, "vim para reivindicar os direitos de expressão promover os direitos civis e políticos”.

O protesto terminou em violência protagonizada por alguns pequenos grupos. Vandalismo, assaltos a lojas e confrontos com a polícia, ainda que menos intensos do que os vividos na noite de sábado, acabaram com oito detenções. Desde o início das manifestações foram detidas, em vários pontos do país, mais de uma centena de pessoas, uma parte menores de idade.

Na génese dos protestos está a detenção de Pablo Hasél condenado por glorificação do terrorismo e desrespeito pela monarquia através das suas canções e publicações nas redes sociais.

Muitos consideram - e o governo concorda que é preciso rever o Código Penal para evitar as penas de prisão em casos como este - que a liberdade de expressão está em causa em Espanha.