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O salto clandestino através dos Alpes

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O salto clandestino através dos Alpes
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As fronteiras europeias erguem-se mais alto com a pandemia. Migrantes e requerentes de asilo continuam a entrar no Velho Continente através dos balcãs. Querem chegar a França e fazem-se ao caminho através dos Alpes a partir de Itália. Se forem avistados perto da fronteira, são detidos por algumas horas e depois devolvidos às autoridades italianas.

A montanha apresenta-se como o último obstáculo depois de um longo caminho.

Amir prepara-se para o último salto, mas nao esquece todos os outros. "Do Afeganistão até ao Irão. Do Irão até à Turquia. Da Turquia à Grécia. Da Grécia até à Albânia. Da Albânia até ao Montenegro. Do Montenegro à Bósnia. Da Bósnia à Croácia Da Croácia à Eslovénia e depois Itália," conta.

A Cruz Vermelha italiana percorre os trilhos alpinos desde 2017. Na altura, os migrantes vinham quase todos de África, na maioria homens. Agora vêm sobretudo do Médio Oriente e viajam em grupo.

Michele Belmondo, voluntário da Cruz Vermelha italiana em Claviere, confirma que "desde há alguns meses, em 2020, o tipo de migrantes que passam nesta zona mudou. Há muitas famílias, muitas vezes com crianças que vêm pela rota dos Balcãs. As principais nacionalidades são afegã, iraniana, iraquiana".

A Cruz Vermelha tem no terreno apenas uma ação humanitária. Orienta, distribui cobertores e resgata os migrantes em dificuldades. "Acontecem muitos acidentes, avalanches", conta Belmondo. "Outro grande perigo está relacionado com as temperaturas, com o frio. Se não se estiver devidamente equipado com luvas e a roupa térmica, passar uma noite com -15 ou -20 graus pode ser mortal," explica.

Cerca de 5 mil migrantes foram interceptados em Claviere pela Cruz Vermelha desde 2017. Mil e quinhentos desde Outubro, o que indica que esta rota, apesar do inverno, está a ser mais utilizada.