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Em Viena tenta salvar-se acordo iraniano

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Em Viena tenta salvar-se acordo iraniano
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O Irão quer que a Europa use a sua influência para levar os EUA a suspenderem as sanções contra o país. É a primeira tomada de posição por parte de Teerão antes das negociações desta terça-feira em Viena com o objetivo de salvar o acordo sobre o nuclear, assinado em 2015 entre o Irão e as principais potências internacionais.

Saeed Khatibzadeh, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros iranianos afirmava que "se a agenda da comissão conjunta vai produzir um resultado ou não, depende dos europeus e do 4 + 1 lembrando os EUA das suas obrigações e de que devem agir de acordo com os seus compromissos".

Teerão descartou discussões bilaterais com os norte-americanos mas a presença do Irão e dos EUA na capital austríaca é, pelo menos, um sinal de que haverá vontade de fazer com que todos voltem a cumprir o acordo.

Acordo que previa o alívio das sanções internacionais contra o Irão em troca da criação de limites ao seu programa nuclear mas, em 2018, o ex-presidente Donald Trump "rasgou o acordo" dizendo que era "horrível e unilateral".

O seu sucessor, Joe Biden, promete voltar a assiná-lo mas com a condição de que o Irão retome, primeiro, aos compromissos assumidos e que o país quebrou no momento do corte com os EUA, país que voltou a impor sanções.

Já para Teerão as sanções estão a prejudicar, enormemente, a economia iraniana e, portanto, dizem que Washington tem de dar o primeiro passo.