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Morte de Floyd sob o joelho de Chauvin está nas mãos dos jurados

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Antigo agente da polícia, Derek Chauvin, incorre em três acusações
Antigo agente da polícia, Derek Chauvin, incorre em três acusações   -   Direitos de autor  COURT TV/AP
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Está já nas mãos dos 12 jurados (sete mulheres e seis homens, seis caucasianos e seis multirraciais) o julgamento pela morte do cidadão norte-americano George Floyd, em maio do ano passado, debaixo do joelho do então agente da polícia Derek Chauvin. Um vídeo que deu a volta ao mundo.

Após três semanas a ouvir testemunhas, peritos, médicos e elementos da polícia deMinneapolis, onde tudo se passou, os jurados foram isolados num hotel para debater o que ouviram e decidir o veredicto, que está a deixar os Estados Unidos em suspenso no meio de diversos outros casos entretanto surgidos de alegada brutalidade policial contra minorias.

O último caso foi o da morte de Daunte Wright, um afro-americano de 20 anos, abatido a tiro, a 11 de abril, por uma experiente agente da polícia de Minneapolis, que alega ter confundido a arma de serviço com um "taser", que imobiliza os alvos através de uma descarga elétrica.

Wright terá sido a sexta vítima da polícia desde 2012 na zona Brooklyn Center, um subúrbio modesto de Minneapolis, no estado do Minnesota.

Perante a possibilidade de uma absolvição de Derek Chauvin e da ameaça de protestos violentos, instigados também pela congressista democrata Maxine Waters, o governador Tim Walz decretou estado de "emergência em tempo de paz" para poder convocar agentes da autoridade de estados vizinhos para reforçar os cerca de três mil guardas nacionais já mobilizados para ajudar a polícia de Minneapolis.

O juiz no caso de George Floyd, Peter Cahill, considerou o apelo da congressista à revolta civil em caso de absolvição de Chauvin como "abominável" e avisou para um possível recurso e reviravolta no veredicto que venha a ser decidido..

No último dia de alegações sobre a morte de George Floyd, o foco esteve no vídeo dos derradeiros momentos de vida da vítima.

O procurador adjunto do ministério público de Minneapolis, Jerry Blackwell, insistiu nesses impressionantes nove minutos que chocaram o mundo.

“Aquilo que precisam de decidir a respeito do uso excessivo da força e da causa , é tão simples que até uma criança o entende. De facto, uma criança percebeu o que se passava. Uma rapariga de nove anos disse para saírem de cima dele. Foi tão simples quanto isto. Senso comum”, alegou Blackwell.

O advogado de defesa do agora ex-agente da polícia Derek Chauvin apelou aos jurados para não deixarem iludir por esses mediáticos nove minutos e para terem em conta o que se passou antes e que terá levado à ação do polícia.

“Quando se reveem todas as evidências, quando se revê a lei, como ela está escrita, e se conclui tudo após uma análise rigorosa e honesta, [percebe-se que] o estado falhou na demonstração de prova para além de qualquer dúvida. Por isso, o senhor Chauvin deve ser absolvido de todas as acusações, considerou o defensor Eric Nelson.

Derek Chauvin está acusado de homicídio de segundo grau, de terceiro grau e por negligência. Começou a ser julgado a 30 de março e arrisca uma pena de até 40 anos de prisão.

Os 12 jurados, isolados num hotel e guardados pela polícia, vão reunir-se todos os dias até às 19 horas e assim farão até chegarem a um veredicto.

Outras fontes • New York Times, Guardian