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Suíça alivia restrições e volta às esplanadas

De  Craig Crowther & Euronews
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Suíça alivia restrições e volta às esplanadas
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Em fim de semana de sol, Genebra voltou a ter as marcações para os terraços esgotadas e as esplanadas repletas.

Na cidade suíça, após quatro meses de confinamento e mais de um ano de instabilidade, proprietários e clientes acolhem de bom grado o alívio das restrições impostas pelo combate à covid-19.

"Tivemos quatro meses muito difíceis, porque estivemos fechados e estávamos à espera. Temos de pagar uma renda alta, como toda a gente em Genebra. Agora estamos contentes, porque temos uma grande esplanada, mas lamento por quem não tem. Espero que todos possam abrir em breve e voltar à vida normal", conta-nos o gerente de um restaurante local.

Também os ginásios estão autorizados a abrir portas e os desportos recreativos voltaram permitidos. No entanto, para negócios de hotelaria sem espaço exterior, o sufoco económico mantém-se.

De acordo com o sistema político do país, qualquer causa que reúna 50 mil assinaturas deve ser alvo de referendo.

Um grupo de ativistas que consideram as medidas de confinamento anticonstitucionais colheu o apoio suficiente para que seja realizado um referendo opcional, no início do verão. Nessa altura, os suíços vão poder decidir se o governo federal pode continuar a aplicar essas medidas invocando o estado de emergência.

Antes da reabertura, o ministro da Saúde, Alain Berset, disse confiar na população para tomar as precauções necessárias No entanto, em declarações, na semana passada, mostrou-se já mais cauteloso.

"Estamos agora numa primeira fase, em que temos de acompanhar a situação em curso. O número de casos positivos de covid-19 está a aumentar, o que não nos permite avançar. Acabámos de implementar há alguns dias os primeiros passos. E temos de ver como se desenvolve a situação", afirmou o ministro.

Apesar do aumento do número de casos de covid-19, o alívio de algumas restrições sanitárias foi permitido.

As esperanças voltam-se agora para as vacinas. Mas, tal como em muitos outros países europeus, a vacinação não está a decorrer ao ritmo desejado por muitos. Dos oito milhões de habitantes da Suíça, 16% receberam pelo menos uma dose.