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Dirigentes catalães libertados após indulto de Pedro Sánchez que deixou (quase) todos insatisfeitos

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De  Bruno Sousa
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Dirigentes catalães libertados após indulto de Pedro Sánchez que deixou (quase) todos insatisfeitos
Direitos de autor  Joan Mateu/Joan Mateu

Foram libertados os nove líderes políticos catalães, detidos na sequência da tentativa de secessão da Catalunha em 2017, e apesar da longa estadia atrás de grades, não perderam o sonho independentista. Um sonho manifestado por Oriol Junqueras, antigo vice-presidente do governo regional da Catalunha, na hora da libertação com um grito: "Visca Catalunya lliure!" (Viva a Catalunha livre).

A libertação segue-se ao indulto concedido por Pedro Sánchez, na terça-feira, medida que o líder do governo espanhol justificou com a necessidade de coesão nacional mas que veio dividir ainda mais o país.

Os independentistas agradecem o indulto mas não deixam de pedir também um perdão total e o direito à autodeterminação. Já a oposição prometeu recorrer e Pablo Casado, líder do Partido Popular, acusou mesmo Pedro Sánchez de trair o juramento de defender a unidade nacional e a igualdade entre espanhóis. Não ficou sem resposta:

"Esta é uma medida corajosa, uma medida reparadora, uma medida a favor da concórdia e da convivência, uma medida que vai reduzir a discórdia política e territorial e isso é fundamental para recuperar a coesão na Catalunha."

A decisão de libertar os dirigentes políticos que participaram na declaração unilateral de independência não deixou ninguém indiferente em Espanha. Em Barcelona, o berço do separatismo, foram os defensores de um país unido que saíram para rua para criticar o indulto concedido pelo governo e que consideram uma traição à coroa.