Arrancam audiências sobre invasão ao Capitólio nos EUA

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Direitos de autor Jim Bourg/AP
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Foram ouvidos quatro polícias que testemunharam o ataque do dia 6 de janeiro

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Arrancaram esta terça-feira as audiências da Comissão de Inquérito à invasão de 6 de janeiro ao Capitólio, em Washington, nos EUA.

A primeira sessão centrou-se em ouvir o testemunho de quatro dos polícias que defenderam o prédio contra a multidão de apoiantes de Donald Trump, o, na altura, presidente.

Policial Michael Fanone, do Departamento da Polícia Metropolitana contou que estava constantemente a "tirar pessoas de cima", para "criar algum espaço", e que se lembra de estar a fazê-lo enquanto lhe tentavam roubar a arma. "Lembro-me de um deles nitidamente me empurrar constantemente para tentar roubar-me a arma", contou- 

No dia 6 de janeiro, mais de 800 apoiantesde Donald Trump cercaram e invadiram o capitólio. Forçaram a passagem, agrediram a polícia, tomaram conta do espaço e até tiros foram disparados. Tudo por uma alegada incitação Donald Trump. Um polícia morreu e um manifestante também perdeu a vida.

Nos testemunhos prestados esta terça feira, os policias envolvidos descrevem o episódio como um "campo de batalha" de horror e medo, um "ataque coordenado" para "perturbar a democracia".

Numa conferência, a secretária de Imprensa da Casa Branca descreveu o primeiro dia como uma "memória do vergonhoso 6 de janeiro", que marcará "durante algum tempo" os policias que fizeram parte da invasão.

Até agora, foram condenados três manifestantes por "crimes de terrorismo".

A audiência foi também uma luta de argumentos entre democratas e republicanos. Os democratas não pouparam criticas ao facto de o partido republicano ter tentado evitar que esta comissão acontecesse.

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