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EUA pedem a talibãs que permitam acesso ao aeroporto de Cabul

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De  Euronews
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EUA pedem a talibãs que permitam acesso ao aeroporto de Cabul
Direitos de autor  Rahmat Gul/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved.
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No aeroporto de Cabul, o caos reina dia e noite. Do lado de fora, afegãos desesperados imploram às tropas norte-americanas para entrar.O exército responde tentando conter a multidão com gás lacrimogéneo. Desde domingo, 12 pessoas morreram no local a tentar fugir do domínio talibã.

Vários países continuam a fazer sair do Afeganistão cidadãos nacionais e afegãos.

Em Washington, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, Ned Price, garantiu, esta quinta-feira, que os Estados Unidos da América (EUA), o G7 e "mais de 100 países" têm advertido os talibãs de que "a passagem segura deve ser garantida a todos aqueles que desejem transitar para o aeroporto".

No Twitter, o presidente Joe Biden reiterou que "os direitos humanos devem estar no centro da política externa" dos EUA, salientando que a questão não é periférica, mas que no caso do Afeganistão será tratada doravante através de relações diplomáticas e não através de "destacamentos militares".

Vários relatos dão conta de cidadãos afegãos agredidos enquanto tentavam aceder ao aeroporto. No entanto, os talibãs estão a autorizar as operações de evacuação dos países ocidentais, como moeda de troca do reconhecimento internacional.

O recado foi deixado no mesmo dia, por Zabihullah Mujahid, porta-voz dos Talibãs.

"A nossa exigência é que a América, a Europa e outros países lidem connosco politicamente. Ficou provado, nos últimos 100 anos, que lutamos contra os poderes e permanecemos de pé. Não aceitamos aqueles que falam com a força e não nos vamos render às armas. Vencemos a tecnologia", afirmou o representante do grupo fundamentalista.

No país há ainda assim quem resista. Em Jalalabad um protesto terminou, esta quarta-feira, de forma sangrenta, quando membros dos talibãs dispararam contra uma multidão de manifestantes que exibiam bandeiras do Afeganistão. Pelo menos três pessoas morreram e dezenas ficaram feridas.