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Talibãs celebram poder sobre o Afeganistão

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De  euronews
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Talibãs celebram poder sobre o Afeganistão
Direitos de autor  Zabi Karimi/Copyright 2021 The Associated Press
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Cerca de duas décadas depois, os talibãs assumem o controlo quase total do Afeganistão após a retirada definitiva dos militares dos Estados Unidos da América, na noite de segunda-feira.

Os islamistas radicais passearam pelas pistas do aeroporto Hamid Karzai, em Cabul, que até há poucas horas serviu de palco para a operação de retirada de estrangeiros e afegãos.

Àqueles que ficaram, os talibãs fazem promessas.

"Damos todas as garantias a todos. Ninguém deve ter preocupações. O Emirado Islâmico está aqui para dar segurança, para assegurar a dignidade das pessoas. Trabalhamos para isso dia e noite. Se Deus quiser, será anunciado em breve um Governo, todos os gabinetes governamentais serão reabertos, os bancos e a economia começarão a mover-se, o país tomará medidas no sentido da prosperidade", prometeu o porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid.

Nas últimas semanas, milhares de ocidentais e afegãos abandonaram o país, com receio do regime talibã.

No entanto, devido aos ataques e à confusão dos últimos dias, centenas ou milhares não conseguiram lugar nos aviões.

O correspondente da Al Jazeera no Afeganistão, Ali M Latifi, conta que "as pessoas que foram deixadas para trás... Essa é, realmente, uma questão internacional, porque temos de nos lembrar que estes diferentes países não lhes facilitaram muito a partida de qualquer maneira. Os seus processos de vistos não eram claros. Foram, também, eles que disseram às forças dos Talibãs e da CIA, apoiada pelos EUA, que qualquer pessoa que não tivesse um passaporte estrangeiro ou um cartão verde, durante a última semana ou assim por diante, não deveria aproximar-se do aeroporto. Portanto, o seu destino está nas mãos do resto do mundo".

A União Europeia e os Estados Unidos já anunciaram que vão continuar a resgatar do Afeganistão ocidentais, colaboradores afegãos e outras pessoas vulneráveis que ainda permanecem no país. Não se sabe é ainda como.