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Talibãs precisam de reconhecimento internacional

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De  Nara Madeira com AP, AFP
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Talibãs precisam de reconhecimento internacional
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Sob o domínio talibã imagens como esta, uma manifestação de mulheres em território afegão, vão fazer parte do passado. Enquanto se espera o anúncio sobre a composição do novo governo há questões que são claras, uma delas é o papel da mulher numa sociedade dominada pelos talibãs.

A Europa mantém grande apreensão sobre a forma como se vai desenvolver a relação com as novas autoridades e procura impor regras e limites, até porque o outro lado precisa do apoio internacional. Já o Ocidente espera cooperação.

Estabelecer um compromisso

Josep Borrell, o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e Segurança, afirmava que é preciso "desenvolver um compromisso com os talibãs sobre muitas questões". Primeiro, explicava, é preciso compreender como podem ajudá-los: "como é que levamos ajuda humanitária? Segundo: como podemos cuidar das muitas pessoas que estão dispostas a partir e não puderam ocupar um lugar nos aviões que partiram de Cabul até à semana passada".

Boris Johnson, o primeiro-ministro do Reino Unido, dizia que têm de certificar-se de que se nivelam "\_pelos Talibãs, ou pelas novas autoridades de Cabul, e eles têm de compreender que se quiserem um compromisso com o Ocidente, connosco e com os nossos amigos, e sei que o querem, a prioridade para nós é a saída segura para aqueles que querem partir"_. E haverá ainda muita gente que não conseguiu abandonar o país, que teme pela sua vida, e que anseia por um escape.

O futuro do Afeganistão

Os talibãs venceram uma guerra mas o futuro é imprevisível. O país está numa situação económica muito frágil, precisa de ajuda humanitária urgente e em termos de estabilidade governativa está tudo em aberto, porque os talibãs são muitas vozes, vindas de várias tribos e com lideranças diferentes. Isto significa que, é possível que haja consenso no imediato mas no futuro tudo pode mudar e há também que ter em consideração o grupo estado islâmico afegão, feito de dissidentes talibãs e que são ainda mais radicais.

Em termos de infraestruturas a situação do país é catastrófica e os talibãs responsablizam os EUA por tornar o aeródromo inutilizável, danificando instalações chave, como a torre de controlo, durante a sua retirada. Uma peça, de facto, fulcral, para a entrada no país de ajuda.