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Civis esperam nova trégua humanitária anunciada pela Rússia

Residentes de Kiev procuram abrigo em estações de metro da capital ucraniana
Residentes de Kiev procuram abrigo em estações de metro da capital ucraniana Direitos de autor DIMITAR DILKOFF/AFP
Direitos de autor DIMITAR DILKOFF/AFP
De  Euronews
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Esta terça-feira, corredores permitiram evacuar 5000 pessoas de Sumy, mas em Mariupol a coluna humanitária foi atacada

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A Rússia anunciou para hoje uma nova trégua humanitária para permitir a evacuação de cidades ucranianas sob bombardeamento. A guerra na Ucrânia fez, até ao momento, mais de dois milhões de refugiados, segundo a ONU.

Esta terça-feira, o estabelecimento de um corredor humanitário permitiu a saída de cerca de cinco mil pessoas da cidade de Sumy, junto à fronteira com a Rússia, em direção ao centro do país, incluíndo um grande número de estudantes estrangeiros.

Mas em Mariupol, uma coluna de autocarros destinada a levar assistência humanitária e fazer sair civis regressou vazia depois de, segundo o governo ucraniano, ter sido atacada por forças russas.

Cerca de 300.000 pessoas continuam bloqueadas em Mariupol, onde os bombardeamentos têm sido constantes. 

A cidade encontra-se numa situação descrita como "catastrófica" e está sem água corrente, aquecimento, rede sanitária e serviços telefónicos há vários dias. 

Um grande número de famílias procura refúgio das bombas e combates em caves.

O Exército russo negou ter disparado contra colunas humanitárias e acusa a Ucrânia de bloquear os esforços de evacuação.

O general russo Mikhail Mitzintsev, chefe do centro nacional de gestão da Defesa, sugeriu o estabelecimento de uma linha de comunicação direta entre os dois países para coordenar as evacuações.

Entretanto, os subúrbios de Kiev continuam sob bombardeamento e a capital espera um assalto russo a todo o momento. 

Um grande número de residentes tem procurado refúgio debaixo de terra, nas estações de metro da cidade.

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