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Em 2021 morreram mais de 140 trabalhadores humanitários

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De  Nara Madeira  com AFP, AP
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Ajuda humanitária em Kramatorsk, Ucrânia
Ajuda humanitária em Kramatorsk, Ucrânia   -   Direitos de autor  David Goldman/Copyright 2022 The Associated Press

No Dia Mundial da Ajuda Humanitária as Nações Unidas lembram que só no ano passado foram mortos mais de 140 trabalhadores em missões para apoiar quem precisa. Pessoas que arriscam as suas vidas em cenários de crise e guerra.

Só em 2021 mais de 460 destes profissionais de várias áreas foram vítimas de ataques, quase metade acabaram feridos e alguns raptados raptados quando prestavam cuidados médicos, forneciam abrigo, alimentação ou proteção.

O número de mortes no ano passado foi o mais elevado desde 2013, maioritariamente trabalhadores locais, e mais de metade estava ao serviço de organizações não-governamentais nacionais.

Dados que constam do Relatório sobre Segurança dos Trabalhadores Humanitários. No documento lê-se que este ano, já perderam a vida 44 pessoas.

Os conflitos armados são a causa ou contribuem para quase todas as emergências humanitárias e colocam os voluntários em maior risco.

O Secretário-geral da ONU, António Guterres, frisava que o _"_número de pessoas que necessitam de assistência humanitária nunca foi tão elevado" e que isso se deve aos "conflitos, alterações climáticas, Covid-19, pobreza, fome e a um número de deslocados sem precedentes". Para marcar este dia, e na sua comunicação, Guterres referia ele serve para homenagear "os voluntários em todo o mundo", saudando a sua "dedicação e coragem" e prestando "homenagem aos que perderam a vida em nome desta nobre causa. Eles representam o melhor da Humanidade", salientava o representante máximo das Nações Unidas.

O Dia Mundial da Ajuda Humanitária foi instituído pela Assembleia-geral da ONU após um bombardeamento à sua delegação no Iraque, em 2003. Um ataque que vitimou 22 trabalhadores.

Outras fontes • UNTV