Mais de 7 mil civis mortos na guerra da Ucrânia

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De  Euronews
Equipas de busca e resgate retiram corpo de um prédio atingido por míssil russo em Dnipro
Equipas de busca e resgate retiram corpo de um prédio atingido por míssil russo em Dnipro   -   Direitos de autor  AP Photo/Evgeniy Maloletka

Um número que nunca deveria ter sido atingido. Desde o início da guerra na Ucrânia, já morreram mais de 7 mil civis, de acordo com dados divulgados pelas Nações Unidas, de acordo com o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos**.**

O balanço apresentado é, contudo, provisório. O número real de baixas deverá ser "consideravelmente mais elevado", uma vez que existe "inacessibilidade a áreas onde estão a ocorrer combates intensos" e ainda não foi possível efetuar a "confirmação pendente de muitos relatórios", de acordo com a ONU.

O país precisa de mais armas para se defender e o Reino Unido garantiu que vai enviar 14 dos seus próprios tanques Challenger para ajudar o país, após ter fornecido já várias armas importantes.

"Estamos impressionados com os resultados. Não quero fazer grande alarido, mas foram atingidos alvos importantes, incluindo infantaria inimiga, está tudo bem, estamos a trabalhar", disse um responsável ucraniano.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, agradeceu ao Reino Unido e apelou a uma coordenação de esforços da coligação de países que defende a Ucrânia e a liberdade.

“O que aconteceu em Dnipro, o facto da Rússia estar a preparar uma nova tentativa de tomar a iniciativa na guerra, o facto de que a natureza das hostilidades na frente exige novas decisões no fornecimento de defesa, tudo isso enfatiza a importância de coordenar esforços na defesa da Ucrânia e da liberdade”, referiu o chefe de Estado.

O ataque russo a um edifֵício residencial, em Dnipro, mencionado por Zelenskyy, deixou pelo menos 40 mortos e perto de 80 feridos, mas as buscas prosseguem para encontrar mais vítimas.

No leste do país, nos arredores da cidade de Soledar, as autoridades ucranianas retiraram, nos últimos dias, vários civis, incluindo uma menina de cinco anos e uma mulher com mobilidade reduzida, devido ao intensificar do conflito nesta zona do país.