Mais de 250 milhões de pessoas sofrem de insegurança alimentar aguda

Campo para pessoas deslocadas devido à seca na Somália
Campo para pessoas deslocadas devido à seca na Somália Direitos de autor AP Photo/Farah Abdi Warsameh
De  Euronews
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Segundo o Relatório Global sobre Crises Alimentares, as principais causas para o problema são os conflitos, as alterações climáticas, os efeitos da pandemia e a guerra na Ucrânia

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A fome cresce no mundo e os conflitos agravam a situação. Em 2022, mais de 250 milhões de pessoas sofreram de insegurança alimentar aguda e dependeram de programas de ajuda internacional para sobreviver, aponta o Relatório Global sobre Crises Alimentares.

O estudo foi divulgado esta quarta-feira por uma aliança de entidades humanitárias, incluindo a União Europeia e o Programa Alimentar Mundial.

Segundo o relatório, as principais causas para o problema foram os conflitos, as alterações climáticas, os efeitos da pandemia e a guerra na Ucrânia.

"O que vemos é que, mesmo em situações caracterizadas por conflitos e violência, é realmente esta interação de questões e sobreposição dos impactos da violência em cima dos desafios económicos, impulsionados por uma espécie de efeitos em cascata da pandemia da COVID-19 que o mundo tem sentido. E depois, claro, os desafios climáticos, a crise climática e tudo o que isso significa em termos de fenómenos meteorológicos extremos", afirmou Rein Paulsen, diretor da Organização para a Alimentação e Agricultura.

O relatório destaca que guerra na Ucrânia teve um impacto significativo nas redes alimentares globais em 2022. O acordo de exportação de cereais negociado pelas Nações Unidas atenuou o problema, mas a invasão teve um grande impacto no abastecimento mundial.

O estudo revela que a insegurança alimentar aguda causou mortes em sete países: Somália, Afeganistão, Burquina Fasso, Haiti, Nigéria, Sudão do Sul e Iémen.

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