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Bombardeamentos aumentam contra Hamas e Hezbollah: Líbano lembra resolução da ONU

Palestinianos procuram sobreviventes após um bombardeamento em Rafah, na Faixa de Gaza
Palestinianos procuram sobreviventes após um bombardeamento em Rafah, na Faixa de Gaza Direitos de autor AP Photo/Hatem Ali
Direitos de autor AP Photo/Hatem Ali
De  Francisco Marques
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Em pleno Dia oficial das Nações Unidas, o conflito entre Israel e o Hamas continua a agravar-se na iminência do arranque da contraofensiva israelita em Gaza

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A guerra de médio e longo alcance prossegue entre Israel e os grupos aliados Hamas e Hezbollah, ambos considerados também pela União Europeia. 

O movimento palestiniano disparou, esta terça-feira, Dia oficial das Nações Unidas, vagas de rockets para Israel, onde diversas cidades, em, especial Telavive, acionaram ao longo do dia os alarmes para ataques aéreos.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) continuam a divulgar vídeos do que dizem ser posições militares do Hamas e da Jiad Islâmica em Gaza a serem destruídas e alegaram esta terça-feira à tarde ter atingido mais de 300 alvos em 24 horas.

As IDF revelaram ainda que durante a noite, a força aérea destruiu túneis do apelidado "metro", a teia subterrânea de caminhos por onde se movem em Gaza os militantes do Hamas e da Jiad.

Israel decidiu também lançar sobre Gaza folhetos a pedir informações aos residentes civis da cidade sobre o paradeiro dos mais de 200 reféns ali escondidos pelo Hamas.

"Se deseja um futuro melhor para si e para os seus filhos, tome medidas e forneça-nos o mais rápido possível informações sólidas e úteis sobre os reféns na sua área. O exército israelita garante que fazer o máximo de esforço para vos garantir segurança e à vossa casa, bem como uma recompensa monetária. Garantimos total confidencialidade", lê-se nos folhetos que são assinados pelas IDF.

Os bombardeamentos, assim como algumas incursões pelo terreno de comandos israelitas, fazem parte dos preparativos para a anunciada ofensiva coordenada por terra, mar e ar destinada a destruir o Hamas, em resposta ao ataque terrorista de sete de outubro, que provocou a morte de mais de 1.400 israelitas, a larga maioria civis.

No norte de Israel, o atrito com o Hezbollah também sobe de tom.

As IDF alegam ter neutralizado um apelidado drone kamikaze disparado do Líbano e também ter destruído posições de artilharia do grupo libanês aliado do Hamas.

O primeiro-ministro interino do Líbano, Najib Miqati, e o comandante das forças armadas libanesas, o comandante general Joseph Aoun, reuniram-se com o chefe das as forças de paz da ONU (UNIFIL), Aroldo Lázaro, no sul do país.

O Líbano exige a Israel o cumprimento da resolução 1.701 das Nações Unidas, que prevê a paz entre os dois países desde 2006 e o respeito por uma zona desmilitarizada entre ambos.

Google limita aplicações de trânsito

A plataforma Google decidiu entretanto desativar as informações de trânsito em tempo real para Israel e a Faixa de Gaza nas aplicações móveis "Google Maps" e "Waze".

"Como já fizemos antes em situações de conflito e em resposta à evolução da situação na região, desativámos temporariamente a possibilidade de ver as condições de trânsito em tempo real e a informação dos congestionamentos tendo em consideração a segurança das comunidades locais", explicou um porta-voz da Google, em comunicado.

A Bloomberg acrescentou que a suspensão dos serviços foi conhecida depois de terem sido pedidos pelas forças militares de Israel de forma a evitar o conhecimento sobre as movimentações das IDF.

Os condutores utilizadores das aplicações de trânsito da Google vão continuar, ainda assim, a receber informação sobre os tempos estimados de chegada aos destinos de acordo com as localizações em tempo real.

O portal israelita GeekTimes avança que a aplicação "Maps" da Apple também suspendeu alguns serviços, mas a empresa americana da maçã não o confirmou.

Outras fontes • Times of Israel, Haaretz, AP, AFP

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