EventsEventosPodcasts
Loader
Encontra-nos
PUBLICIDADE

Abramovich financiou Putin através de offshore em Chipre, denuncia investigação

Presidente russo Vladimir Putin e oligarca Roman Abramovich
Presidente russo Vladimir Putin e oligarca Roman Abramovich Direitos de autor AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De  Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

O oligarca russo de passaporte português tranferiu dinheiro para "amigos próximos" do presidente, podendo ter ajudado a financiar a invasão da Ucrânia. A revelação é feita pela nova investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas.

PUBLICIDADE

Roman Abramovich transferiu dinheiro para Vladimir Putin através de uma offshore em Chipre. A conclusão é do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), que, através da investigação "Cyprus Confidential"****, estabeleceu ligações financeiras entre o oligarca russo com passaporte português e "testas de ferro" do presidente.

A operação foi possível graças ao sistema financeiro cipriota, apesar das sanções europeias impostas à Rússia.

Entre os muitos negócos do ex-dono do Chelsea, a investigação desenvolvida ao longo de oito meses, destaca um em 2010, quando Abramovich transferiu ações no valor de 40 milhões de dólares de uma empresa de publicidade russa para dois"amigos próximos" do chefe de Estado.

Entre os testas de ferro está o violoncelista Sergei Roldugin, já mencionado nos "Panama Papers" e conhecido como "a carteira de Putin".

Perante as revelações, o presidente de Chipre, Nikos Christodoulides, garante que o país irá investigar o assunto.

"Ninguém está acima da reputação de Chipre. Foram tomadas muitas iniciativas ao longo dos anos. Depois da chegada ao poder do novo governo e das sanções dos EUA e do Reino Unido, reforçámos o quadro jurídico. Todas as alegações reveladas na imprensa serão investigadas e isso acontecerá em breve", afirmou o chefe de Estado cipriota aos jornalistas

A investigação, feita por vários grupos de comunicação social, tem por base uma fuga de dados de mais de 3,6 milhões de documentos sobre transações efetuadas entre 1990 e 2022, ano em que a Rússia invadiu a Ucrânia. 

A análise do consórcio internacional indica que 96 russos, alvos de sanções, foram clientes de empresas cipriotas.

Os dados agora revelados sugerem que Chipre tem permitido à Rússia "lavar dinheiro" e pode ter contribuído não só para financiar o esforço de guerra de Putin na Ucrânia, como também outras ações no Ocidente, nomeadamente a de pagar a um jornalista alemão para promover a imagem de Moscovo.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Putin visita Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, países que não têm obrigação de detê-lo

Teatro: Putin "julgado" na Bulgária

Tribunal russo ordena prisão da viúva de Alexei Navalny