Investigação do FBI após cidadão russo voar da Europa para os EUA sem passaporte ou bilhete

A vista de um avião num aeroporto dos EUA.
A vista de um avião num aeroporto dos EUA. Direitos de autor Unsplash
De  Euronews com AP
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Artigo publicado originalmente em inglês

Sergei Ochigava, que tem nacionalidade russa e israelita, disse aos investigadores que não se lembrava de como o tinha feito.

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Como é que um homem conseguiu escapar a todos os controlos de segurança nos aeroportos europeus?

Um cidadão russo que alegadamente entrou num avião e voou da Dinamarca para Los Angeles em novembro sem passaporte ou bilhete está a ser investigado pelas autoridades americanas.

De acordo com uma queixa federal apresentada pelo FBI, Sergei Vladimirovich Ochigava disse aos investigadores que não se lembrava de como tinha passado pelos controlos de segurança na Europa.

Ochigava chegou ao Aeroporto Internacional de Los Angeles a 4 de novembro no voo 931 da Scandinavian Airlines, proveniente de Copenhaga.

Um agente das Alfândegas e Proteção das Fronteiras dos EUA (CBP) não conseguiu encontrar Ochigava na lista do voo nem em nenhum outro voo internacional de chegada.

O homem, descrito nos documentos do tribunal como um cidadão russo-israelita com dupla nacionalidade, na casa dos 40 anos, não passou despercebido no voo, durante o qual tentou falar com vários passageiros.

A tripulação disse aos investigadores que Ochigava estava sentado num lugar que deveria estar vazio quando o voo descolou. Após a descolagem, continuou a deambular pelo avião, mudando de lugar e tentando falar com outros passageiros, que o ignoraram, segundo a queixa do FBI.

Além disso, "comeu duas refeições durante cada serviço de refeições e, a certa altura, tentou comer o chocolate que pertencia aos membros da tripulação de cabina", segundo a queixa.

Um passageiro clandestino misterioso

Ochigava foi acusado de ser passageiro clandestino num avião e declarou-se inocente numa audiência de acusação a 5 de dezembro. O julgamento está marcado para 26 de dezembro.

Segundo as autoridades, não tinha passaporte nem visto para entrar nos EUA. O homem explicou em inglês que tinha deixado o seu passaporte no avião.

Os agentes da alfândega revistaram a sua mala e encontraram "o que parecia ser uma identificação russa e um cartão de identificação israelita", afirmaram as autoridades federais nos documentos do tribunal.

Encontraram também uma imagem no seu telemóvel que mostrava parcialmente um passaporte com o seu nome, data de nascimento , mas sem fotografia, afirmaram.

Ochigava "forneceu informações falsas e enganosas sobre a sua viagem para os EUA, incluindo dizer inicialmente ao CBP que tinha deixado o seu passaporte americano no avião", refere a queixa.

O homem disse aos agentes do FBI que tinha um doutoramento em economia e marketing e que o seu último emprego tinha sido como economista na Rússia.

"Ochigava afirmou que não dormia há três dias e que não compreendia o que se estava a passar", refere a queixa.

Disse aos agentes que talvez tivesse um bilhete de avião para os EUA, mas não tinha a certeza.

Disse também que não se lembrava de como tinha passado pela segurança em Copenhaga e não quis explicar o que estava a fazer na cidade escandinava.

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