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Com o "coração em Belém", Papa Francisco lamenta guerra durante a missa do galo

Em Atenas, residentes e turistas lançaram desejos de Natal em lanternas de papel para o céu
Em Atenas, residentes e turistas lançaram desejos de Natal em lanternas de papel para o céu Direitos de autor Thanassis Stavrakis/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
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De  Euronews com Lusa
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Na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco falou na "obsessão do benefício" nos dias de hoje e lembrou a guerra em Gaza.

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O Papa Francisco celebrou no domingo a tradicional missa do galo na Basílica de São Pedro com o "coração" em Belém, lembrando a guerra em curso na Faixa de Gaza.

"Esta noite o nosso coração está com Belém, onde o Príncipe da Paz continua a ser rejeitado pela lógica perdedora da guerra, com o rugir das armas que também hoje o impedem de encontrar um albergue no mundo", disse o papa no início de sua homilia. 

A restante homilia do Papa foi dedicada ao momento do nascimento de Jesus que decorreu num momento “do recenseamento de toda a terra”, que para Francisco “manifesta, por um lado, a congeminação demasiado humana que atravessa a história: a de um mundo que busca o poder e a força, a fama e a glória, onde tudo se mede com os êxitos e os resultados, com as cifras e os números”.

“É a obsessão do benefício”, disse o Papa, perante as 6.500 pessoas que enchiam a basílica, enquanto alguns milhares também se encontravam na praça seguindo a missa por ecrãs.

Francisco assegurou que “existe o risco de viver o Natal com uma ideia pagã de Deus, como seu fosse um amo poderoso que está no céu; um deus que se alia com o poder, com o êxito mundano e com a idolatria do consumismo”.

À semelhança dos anos anteriores, a tradicional missa do Galo foi celebrada às 19:30 locais (18:30 em Lisboa) e Francisco permaneceu sentado ao lado do altar devido aos seus problemas de locomoção, de onde proferiu a homilia.

Após a conclusão da Missa, o Papa, acompanhado por crianças de várias partes do mundo, deixou a Basílica de S. Pedro numa cadeira de rodas com uma estátua em tamanho real do Menino Jesus ao colo.

Em Belém, na Cisjordânia ocupada, apesar do cancelamento de quase todas as festividades de Natal pelas autoridades, muitos seguiram em procissão pelas ruas com bandeiras palestinianas em solidariedade com os civis da Faixa de Gaza.

O local do nascimento bíblico de Jesus, ao contrário de outros anos, assemelhava-se este domingo a uma cidade fantasma, com as celebrações da véspera de Natal canceladas devido à guerra entre Israel e o Hamas. 

A Praça da Manjedoura não tinha luzes festivas nem árvore de Natal e o afluxo habitual de turistas ou os tradicionais grupos de músicos também estiveram ausentes.

Na República Checa, músicos tocaram na principal estação ferroviária de Praga no sábado, depois do trágico tiroteio na Universidade Charles em Praga.

Declarado dia de luto nacional, as bandeiras dos edifícios oficiais estiveram a meia haste e cumpriu-se um minuto de silêncio em homenagem às 14 vítimas que morreram durante o ataque.

O ambiente foi diferente na Grécia, onde centenas se reuniram em Atenas para escrever desejos de Natal em lanternas de papel e soltá-las no céu.

"Desejamos a todos boa saúde, amor, felicidade e otimismo para o futuro, isso é o mais importante", disse um residente de Atenas.

"Paz. Paz e amizade. E espaço para as pessoas. Para as pessoas boas", disse um ucraniana também em Atenas.

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