Blinken visita Médio Oriente em contexto de alta tensão

É a quarta visita de Blinken ao Médio Oriente desde que o atual conflito estalou a 7 de outubro
É a quarta visita de Blinken ao Médio Oriente desde que o atual conflito estalou a 7 de outubro Direitos de autor Evelyn Hockstein/AP
De  Euronews
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Com o conflito em Gaza a alastrar ao Líbano e no rescaldo de um atentado mortífero no Irão, o Secretário de Estado norte-americano faz a quarta visita à região desde o começo do atual conflito.

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É no meio de um caldeirão explosivo, com um aumentar crescente da tensão em vários pontos, que o Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, faz a quarta visita ao Médio Oriente desde o início da guerra em Gaza.

O Departamento de Estado dos EUA disse que Blinken vai tentar intensificar os esforços para evitar uma escalada da situação na Faixa de Gaza e trabalhar em formas de garantir o fornecimento de ajuda humanitária ao território.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Matthew Miller, disse: "O secretário acredita que temos de tentar fazer progressos na obtenção de acesso humanitário, minimizar os danos aos civis palestinianos e continuar a tentar impedir a escalada do conflito". 

A visita acontece numa altura em que o conflito em Gaza se alastra ao Líbano, com os combates entre Israel e o Hezbollah, na zona da fronteira, a intensificar-se.

A viagem ocorre também depois de o grupo Estado Islâmico ter reivindicado a responsabilidade pelos dois atentados suicidas que visaram as comemorações do aniversário da morte do general Qasem Soleimani no Irão e que fizeram 84 mortos. Este foi o maior ataque de que o Irão foi alvo desde a Revolução Islâmica.

Os recentes ataques contra navios comerciais no Mar Vermelho também contribuíram para aumentar as tensões no Médio Oriente.

O grupo rebelde Houthi, do Iémen, apoiado pelo Irão, tem atacado regularmente navios ocidentais no Mar Vermelho, em solidariedade com o Hamas. Esta quinta-feira, o grupo lançou pela primeira vez um drone, que explodiu a poucos quilómetros de navios mercantes e da marinha norte-americana. O comandante da Marinha dos EUA na região disse que não vê sinais de que os ataques diminuam.

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