Líderes europeus e norte-americanos reafirmam compromisso com a NATO na conferência de Munique

Europa e EUA reafirmam compromisso com a NATO
Europa e EUA reafirmam compromisso com a NATO Direitos de autor Matthias Schrader/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
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Os representantes dos EUA tinham a tarefa de convencer os seus parceiros europeus de que continuam empenhados na NATO e que acreditam que o pacote de ajuda militar à Ucrânia vai ser aprovado. Conferência de Segurança de Munique terminou no domingo.

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Os líderes europeus expressaram o seu compromisso com a NATO, na Conferência de Segurança de Munique, e sublinharam a necessidade de reforçar a defesa europeia, afirmando que vão atribuir dinheiro para esse fim.

Os responsáveis norte-americanos tinham a tarefa de convencer os seus parceiros europeus de que os Estados Unidos continuam empenhados na NATO e que acreditam que o pacote de ajuda militar à Ucrânia vai ser aprovado pela Câmara dos Representantes do Congresso - mesmo após as declarações polémicas de Trump, que garantiu que encorajaria a Rússia a atacar os membros da NATO que não invistam em defesa. O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy apelou inúmeras vezes, durante a conferência, à necessidade de ser prestada ajuda militar a Kiev, que está a enfrentar dificuldades no campo de batalha por falta de munições.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, referindo-se à guerra na Ucrânia, disse que é fundamental serem iniciadas negociações de paz o mais rapidamente possível, segundo as agências internacionais.

Sobre a guerra em Gaza, as opiniões divergem: os negociadores do Qatar afirmam que um acordo está longe de ser alcançado e Israel, pelo menos por enquanto, não aceita a ideia de uma solução de dois Estados. Mas, testemunhou a Euronews no local,a maioria dos participantes da conferência era claramente a favor da criação de um Estado palestiniano.

Durante a conferência sobre segurança em Munique - que começou no dia 16 e terminou no domingo, dia 18 -, cientista político norte-americano Ian Bremer destacou, por outro lado, que há pelo menos uma notícia positiva este ano, tendo em conta o desenrolar das mais recentes crises mundiais. 

Na análise de Bremer, os Estados Unidos e a China não deverão entrar em conflito e as duas potências deverão comunicar melhor entre si: o ministro dos Negócios Estrangeiros Wang Yi e o seu homólogo norte-americano, Antony Blinken, encontraram-se mesmo em Munique para uma discussão “aberta e construtiva", salientou Bremer.

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