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Países do G7 ponderam utilizar ativos russos congelados para financiar a Ucrânia

Reunião do G7 em Capri, Itália.
Reunião do G7 em Capri, Itália. Direitos de autor ITRAI
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De  Euronews
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União Europeia tem 200 mil milhões de euros em ativos russos congelados. Secretário-geral da NATO e chefe da diplomacia europeia pediram aos sete países mais industrializados do mundo para acelerarem o envio de munições, artilharia e sistemas de defesa aérea para a Ucrânia.

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Os membros do G7, que inclui os sete países mais industrializados do mundo, estão a ponderar o uso de ativos russos congelados de modo a financiar a compra de armas para a Ucrânia. 

"O princípio é simples: existem ativos russos congelados no Reino Unido, na Europa e noutros países, e deveríamos encontrar formas de os utilizar para ajudar a Ucrânia a defender-se desta terrível invasão ilegal russa", afirmou David Cameron, ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido.

"Para mim, é bastante óbvio que um dia a Rússia terá de pagar indemnizações por esta invasão ilegal, pelo que, entretanto, deveríamos utilizar esses bens. Mas é importante que tentemos chegar a um acordo entre os aliados sobre a forma correta de o fazer ", esclareceu Cameron na ilha de Capri, em Itália, onde está a decorrer o encontro que junta os chefes da diplomacia dos países do G7.

Serão, ao todo, 300 mil milhões de dólares para conceder empréstimos a Kiev, frisou esta quinta-feira o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis.

A maior parte dos ativos congelados está na União Europeia (UE) - cerca de 200 mil milhões de euros. Dombrovskis referiu que estão a ser estudadas diferentes opções, adiantando que nos próximos meses a UE poderá aprovar uma medida que permita utilizar os lucros ou juros obtidos com os ativos para ajudar a Ucrânia. 

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o chefe da política externa da UE, Josep Borrell, estão entre os convidados do encontro em Capri. Ambos instaram as nações do G7 a acelerarem o envio de armas para o teatro de guerra na Ucrânia.

Borrel disse que, sem mais mísseis de defesa aérea Patriot para proteção contra os ataques russos, "o sistema elétrico da Ucrânia será destruído".

"Nenhum país pode lutar sem ter eletricidade em casa, nas fábricas, na linha da frente", alertou Borrell. 

Borrell sublinhou que a Europa não pode depender apenas de Washington para ajudar a Ucrânia a defender-se.

"Têm de ser tomadas decisões concretas para enviar à Ucrânia mais defesa aérea", vincou.

 "Temos Patriots, temos sistemas antimíssil. Temos de os retirar dos nossos armazéns, onde se encontram por precaução, e enviá-los para a Ucrânia, onde a guerra está a decorrer. E tenho a certeza de que vamos fazer isso, mas tem de ser feito rapidamente".

Ucrânia renova pedido de mais armas

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, que se deslocou a Capri na qualidade de convidado, sublinhou a necessidade de o seu país receber apoio militar essencial, incluindo artilharia, munições e sistemas de defesa aérea, à medida que a Rússia avança na linha da frente.

Kuleba agradeceu à Alemanha por ter fornecido à Ucrânia uma nova bateria Patriot, anunciada no fim de semana, mas pediu ao Congresso dos Estados Unidos que aprove rapidamente o pacote de financiamento.

"Vamos trabalhar aqui, a nível ministerial, para que outros aliados forneçam sistemas de defesa aérea à Ucrânia, porque é de importância fundamental", salientou Kuleba.

O Secretário de Estado americano, Antony Blinken, igualmente presente na reunião, disse esperar que o financiamento dos EUA seja concretizado, ressalvando que outros aliados precisam de dar um passo em frente.

"Neste momento, é urgente que todos os amigos e apoiantes da Ucrânia maximizem os seus esforços para fornecer à Ucrânia o que é necessário para que possa continuar a defender-se eficazmente contra esta agressão russa", notou Blinken. 

"Se Putin for autorizado a agir impunemente, sabemos que ele não vai parar na Ucrânia e podemos prever com segurança que a sua agressão vai continuar", advertiu Blinken.

"Outros possíveis agressores em todo o mundo tomarão nota e desencadearão as suas próprias agressões. E teremos um mundo de conflitos, não um mundo de paz e segurança", complementou o líder da diplomacia norte-americana.

Novas sanções contra o Irão

Josep Borrell reafirmou que o atual regime de sanções da UE será reforçado e alargado para punir Teerão e ajudar a evitar futuros ataques a Israel, sem deixar de referir que Israel tem de ser contido.

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"Não quero exagerar, mas estamos à beira de uma guerra, uma guerra regional no Médio Oriente, que irá enviar ondas de choque para o resto do mundo e, em particular, para a Europa",alertou. "Parem com isso".

A ministra alemã dos Negócios Estrangeiros, Annalena Baerbock, deixou claro que o Irão deve ser isolado, mas também pediu critério na resposta.

"Evidentemente, deve haver uma reação a este incidente sem precedentes, mas não deve haver uma nova escalada na região", declarou, citada pela agência noticiosa alemã dpa.

Entretanto, os EUA e o Reino Unido anunciaram esta quinta-feira a imposição de uma nova série de sanções ao Irão.

 As medidas dos Estados Unidos incidem sobre indivíduos e entidades que produzem motores para drones e estão envolvidos na produção de aço. Já os britânicos visam várias organizações militares iranianas, indivíduos e entidades envolvidas nas indústrias de drones e mísseis balísticos do Irão.

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A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 na ilha de Capri termina na sexta-feira e o grupo pretende emitir uma declaração conjunta sobre o apoio à Ucrânia e também sobre o consenso para uma nova ronda de sanções contra o Irão.

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