EventsEventosPodcasts
Loader
Encontra-nos
PUBLICIDADE

Líder do Grupo Wagner desafiou o Kremlin há um ano

Líder do Grupo Wagner desafiou o Kremlin há um ano
Líder do Grupo Wagner desafiou o Kremlin há um ano Direitos de autor AP/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
Direitos de autor AP/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De  Euronews
Publicado a
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button
Copiar/colar o link embed do vídeo:Copy to clipboardCopied

Yevgeny Prigozhin, que fundou o Grupo Wagner sob a proteção de Putin, liderou uma rebelião contra a hierarquia militar de Moscovo. Este foi o maior desafio do líder do Kremlin desde que ascendeu ao poder em 2000.

PUBLICIDADE

Assinala-se este domingo um ano desde que Yevgeny Prigozhin montou o grupo de mercenários Wagner, desafiando diretamente o líder do governo russo Vladimir Putin.

Prigozhin e o seu exército apoderaram-se de um quartel-general militar no sul da Rússia e iniciaram a sua “marcha pela justiça” em direção a Moscovo, com o objetivo de destituir os dirigentes do ministério da Defesa.

Durante meses, em 2023, Prigozhin queixou-se do facto das chefias militares russas negarem atribuir munições ao Grupo Wagner na Ucrânia. Numa luta política aberta, Prigozhin criticou o então ministro da Defesa, Sergei Shoigu, e o chefe do Estado-Maior, Valery Gerasimov, responsabilizando-os pelas perdas militares e acusando-os de corrupção.

A ordem do ministério da Defesa para que Wagner assinasse contratos com as forças armadas russas parece ter sido determinante para o Grupo Wagner, em junho de 2023. Os mercenários de Prigozhin tomaram rapidamente o quartel-general militar do sul da Rússia, em Rostov-no-Don, na esperança de capturar Shoigu e Gerasimov, mas estes não se encontravam lá.

Prigozhin ordenou, então, às suas forças que avançassem em direção a Moscovo, tendo estas abatido vários aviões militares no caminho e morto mais de uma dúzia de pilotos. As forças de segurança de Moscovo entraram em alerta e foram instalados postos de controlo nos arredores do sul do país. Esta missão foi, no entanto, abortada poucas horas depois, na sequência de um acordo de aministia mediado pelo presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

Dois meses mais tarde, em agosto de 2023, um avião que transportava Prigozhin e os seus principais associados despenhou-se quando voava de Moscovo para São Petersburgo, matando os sete passegeiros e a tripulação de três pessoas.

Avaliação preliminar denunciou explosão intencional

Uma avaliação preliminar dos serviços secretos americanos concluiu que houve uma explosão intencional a bordo, mas Putin rejeitou quaisquer alegações de envolvimento do Kremlin como uma "mentira absoluta".

O líder do Grupo Wagner foi posteriormente enterrado na sua cidade natal, São Petersburgo, numa cerimónia privada.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

O fim de Prigozhin mudou os planos russos em África?

Rússia admite que avião de Prigozhin pode ter sido abatido

Líder do grupo Wagner enterrado sem honras... e sem Putin