Vladimir Putin recebeu o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, em Moscovo na terça-feira e reafirmou o apoio da Rússia à criação de um Estado palestiniano.
O presidente russo, Vladimir Putin, recebeu na terça-feira na sua residência oficial, Novo-Ogaryovo, nos arredores de Moscovo, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas.
No encontro, os dois líderes discutiram as relações bilaterais, a situação no Médio Oriente e a guerra em Gaza. Putin reafirmou o apoio da Rússia à criação de um Estado palestiniano.
"O que está a acontecer no Médio Oriente, o que está a acontecer na Palestina, não passa despercebido da nossa parte", disse o presidente russo.
Putin sublinhou que a posição da Rússia sobre a necessidade de uma solução pacífica com Israel se mantém inalterada: "A fim de garantir uma paz duradoura, fiável e estável na região, é necessário aplicar todas as decisões das Nações Unidas e, sobretudo, criar um Estado palestiniano de pleno direito", afirmou o líder russo.
Também Mahmoud Abbas se mostrou ao lado de Putin e da Rússia no conflito com a Ucrânia. "Estamos convosco naquilo que estão a sofrer nestes dias de crises de segurança (...) estamos ao lado da Federação Russa sem a menor dúvida", disse Abbas.
O presidente palestiniano criticou ainda o papel das Nações Unidas na situação de Gaza: "As Nações Unidas falharam por causa da América, por causa da pressão americana, por causa da posição americana. Não nos deram uma única resolução para ser aplicada a favor dos direitos do povo palestiniano", disse.
Mahmoud Abbas mostrou-se persistente e firme em ficar com a sua "terra". "Exigimos o fim dos combates, o fornecimento de ajuda humanitária aos palestinianos e a sua não deslocação", acrescentando que não vai permitir nem aceitar mais a retirada do povo palestiniano da Cisjordânia, de Gaza e de Jerusalém para o estrangeiro.
"A tragédia de 1948 e a tragédia de 1967 não se repetirão, se Alá quiser", frisou.
Os mediadores passaram meses a tentar que as partes concordassem com um plano em três fases, no qual o Hamas libertaria os restantes reféns capturados no seu ataque de 7 de outubro, em troca de palestinianos presos por Israel, e Israel se retiraria de Gaza.
Após mais de 10 meses de combates, o número de mortos palestinianos em Gaza aproxima-se dos 40 mil, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas.