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Passagem de testemunho: reunião entre Seguro e Marcelo em Belém durou três horas e meia

Reunião entre Seguro e Marcelo no Palácio de Belém
Reunião entre Seguro e Marcelo no Palácio de Belém Direitos de autor  Bruno Figueiredo, Euronews
Direitos de autor Bruno Figueiredo, Euronews
De João Azevedo
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Presidência dá conta de reunião em "ambiente muito cordial", tendo sido abordados "assuntos de política nacional e internacional". Após longa conversa, Marcelo levou Seguro em visita guiada pelo palácio. Presidente eleito abandonou a Sala das Bicas sem prestar declarações aos jornalistas.

António José Seguro foi mais do que pontual na primeira comparência em Belém como presidente eleito, esta segunda-feira. A reunião com Marcelo Rebelo de Sousa tinha início marcado para as 16:00, e o ex-líder socialista entrou na Sala das Bicas às 15:54.

À espera estava o Presidente cessante, que o recebeu com um sorriso e um cumprimento caloroso, com ambos a dirigirem-se, de seguida, para o gabinete oficial do chefe de Estado.

Presidente eleito António José Seguro reunido com Presidente cessante Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, 9 de fevereiro de 2026
Presidente eleito António José Seguro reunido com Presidente cessante Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio de Belém, 9 de fevereiro de 2026 Bruno Figueiredo, Euronews

Passadas três horas e meia, Seguro saiu em silêncio perante a torrente de jornalistas que contavam com umas palavras do ex-líder socialista, acabado de conhecer os cantos da futura morada de trabalho.

Após um encontro que, segundo nota da Presidência, se desenrolou "em ambiente muito cordial" e no qual "foram abordados assuntos de política nacional e internacional", além de "outros assuntos relativos à transição dos mandatos", Marcelo, que já felicitara o sucessor, por telefone, no domingo à noite, conduziu-o numa visita pelo palácio.

Ao longo das próximas semanas, Seguro vai afinar a transição a partir de um gabinete de trabalho no Palácio de Queluz, preparado para este processo desde a primeira volta. Um protocolo que já fora seguido com Marcelo Rebelo de Sousa há, dez anos, aquando da sucessão de Cavaco Silva.

Presidente eleito António José Seguro no Palácio de Belém, em reunião no gabinete oficial do chefe de Estado, 9 de fevereiro de 2026
Presidente eleito António José Seguro no Palácio de Belém, em reunião no gabinete oficial do chefe de Estado, 9 de fevereiro de 2026 Bruno Figueiredo, Euronews

Na primeira ação de passagem de testemunho, o antigo secretário-geral do Partido Socialista (PS) chegou à residência oficial de Belém na viatura pessoal que usou ao longo de toda a campanha, dispensando o motorista e carro do Estado a que já tinha direito como presidente eleito.

A cerimónia de tomada de posse está agendada para 9 de março na Assembleia da República, como estipula a Constituição.

Lei laboral pode ser ponto de fricção

No arranque do primeiro dia como Presidente eleito, António José Seguro esteve em contacto telefónico, a partir da sua casa nas Caldas da Rainha, com os autarcas de vários municípios fustigados pela cadeia de tempestadesque sobressaltam Portugal desde o final de janeiro - foram ouvidos os presidentes das Câmaras de Alcácer do Sal, Montemor-o-Velho, Pombal, Golegã, Leiria e Arruda dos Vinhos, bem como opresidente da Junta de Freguesia de Ereira (Montemor-o-Velho), que continua inacessível por meios terrestres.

As chamadas serviram para Seguro ficar a conhecer, em maior detalhe, o andamento do processo de reparação dos danos causados pelo temporal a famílias e empresas.

A resposta do Estado à catástrofe natural deverá marcar os primeiros tempos do mandato do socialista, a par de outras matérias como a saúde, para a qual já anunciou um pacto, a justiça e também o pacote laboral promovido pelo governo da Aliança Democrática (AD).

No decurso da campanha eleitoral, num encontro com empreendedores, empresários e jovens estudantes na Faculdade de Economia da Universidade do Porto, Seguro fez questão de dizer que jamais promulgaria as alterações à legislação do trabalho tal como estão apresentadas atualmente, invocando para tal uma dupla razão: desde logo, não constaram do programa eleitoral dos partidos hoje no executivo, e, além disso, não foi alcançado um acordo em sede de concertação social.

Esta segunda-feira foi feita mais pressão sobre o presidente eleito nesta frente, a começar pelo coordenador nacional do Bloco de Esquerda. José Manuel Pureza afirmou que vencer a "extrema-direita" não é suficiente, enfatizando que a revisão laboral será uma questão definidora do mandato de Seguro.

Além disso, a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) emitiu uma nota em que lembra continuar a exigir a retirada do anteprojeto do governo para a mudança do Código do Trabalho, tendo agendado, depois da greve geral de dezembro, uma manifestação nacional em Lisboa e no Porto, no dia 28 de fevereiro, precisamente contra a proposta da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho.

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