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Sul da Europa está a sofrer onda de calor. Termómetros chegam aos 40 graus

Senhora refresca-se com elevadas temperaturas
Senhora refresca-se com elevadas temperaturas Direitos de autor Boris Grdanoski/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
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De  Euronews
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Esta semana o calor intenso continua no sul da Europa , com as autoridades de saúde a avisarem as pessoas para se manterem abrigadas e hidratadas. Portugal desta vez escapa.

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Os ventos do Norte de África estão a fazer subir as temperaturas no Sul da Europa, nomeadamente em Itália e nos países dos Balcãs. Em Portugal os termómetros este fim-de-semana não vão além dos 27 graus.

Na semana passada, as autoridades gregas foram obrigadas a encerrar a Acrópole de Atenas, uma vez que as temperaturas ultrapassaram os 40 graus em grande parte do centro e sul do país.

Também na costa turca a temperatura foi 12 graus mais elevada do que o habitual para esta estação.

A preocupação com as ondas de calor também já chegou aos organizadores dos Jogos Olímpicos de Paris, por causa do risco a que os atletas estão sujeitos face ao calor extremo.

As temperaturas e a humidade muito elevadas podem provocar o colapso do corpo humano durante um período prolongado. "Se [a temperatura] ultrapassar os 40 graus, estamos a entrar numa zona de risco. Os órgãos podem começar a falhar ou, pelo menos, a funcionar de forma menos optimizada. A razão para isso pode ser a chamada desnaturação das proteínas. Por isso, a sua forma muda e alguns começam a separar-se", explica Lewis Halsey, professor e investigador na Universidade de Roehampton, em Londres.

Lewis Halsey está a investigar o que acontece ao corpo humano quando sofre de exaustão pelo calor. Segundo ele, as pessoas reagem de forma diferente consoante a idade, a forma física e o facto de terem, ou não, complicações de saúde. "Os seres humanos são incrivelmente bons a transpirar, somos dos melhores do reino animal, mas se já houver demasiada água no ar, suor, não tem para onde ir e escorre do nosso corpo para o chão."

A comunidade médica alerta principalmente os grupos mais vulneráveis, como os idosos e as crianças. Em algumas regiões do continente os idosos estão aconselhados a ficar em casa, e os pais preocupados em arrefecer as crianças, que ainda não desenvolveram a capacidade de regular a temperatura do corpo.

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