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Equador: floresta ancestral é último reduto de pequeno colibri em risco de extinção

Colibris-de-orelha-violeta esvoaçam na Reserva de Yanacocha, em Nono, Equador, quarta-feira, 21 de janeiro de 2026.
Colibris-de-orelhas-violetas-brilhantes esvoaçam na Reserva de Yanacocha, em Nono, Equador, quarta-feira, 21 de janeiro de 2026. Direitos de autor  AP Photo/Dolores Ochoa
Direitos de autor AP Photo/Dolores Ochoa
De Cesar Olmos and Gonzalo Solano com AP
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Espécie em risco à medida que as florestas de altitude elevada sofrem desflorestação para pastoreio e agricultura

No coração dos Andes do Equador, uma floresta ancestral ergue-se como derradeiro santuário face ao avanço da atividade humana. É a Reserva de Yanacocha, último refúgio do colibri-de-peito-preto (Eriocnemis nigrivestis), um pequeno colibri à beira da extinção.

Com apenas nove centímetros, esta ave emblemática de Quito é uma das espécies mais ameaçadas do planeta. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, a sua população global reduziu-se para entre 150 e 200 aves.

Fundada há 25 anos pela Fundação Jocotoco, a Reserva de Yanacocha tornou-se peça central da biodiversidade andina.

'Conservar um ecossistema inteiro'

"Percebemos que estávamos a conservar um ecossistema inteiro, não apenas uma espécie", diz a conservacionista Paola Villalba.

A ave identifica-se facilmente pelas marcantes 'calças' brancas de penas em torno das pernas, que contrastam nitidamente com o peito negro metálico e as asas verde-bronze. Apesar da sua beleza, a sobrevivência da espécie está em risco à medida que as florestas de alta altitude são derrubadas para pastoreio e agricultura.

Shirley Farinango, da Fundação Aves e Conservação, assinala que a pressão é mais intensa porque o colibri-de-peito-preto ocupa um nicho ecológico estreito entre os 3.000 e os 3.500 metros de altitude. Essa faixa, diz, é "território preferencial" para conversão em terrenos agrícolas.

Nas encostas do vulcão Pichincha, 45 quilómetros a noroeste de Quito, conservacionistas correm agora para recuperar esta floresta envolta em nuvens.

Para as 'fadas' mais pequenas dos Andes, estas árvores densas são mais do que um habitat, são o seu último reduto.

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