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"Estado da União": Theresa May e Angela Merkel, duas políticas de "fibra"

Theresa May e Angela Merkel
Theresa May e Angela Merkel
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De  Stefan Grobe
Publicado a Últimas notícias
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Primeira-ministra britânica demonstrou uma extraordinária resiliência perante os ataques políticos de todos os lados, incluindo do seu próprio partido, por causa do acordo do Brexit. No Parlamento Europeu, Merkel atacou os nacionalismos, populismos e fanatismos

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Theresa May: "Creio que é meu dever para com o país tomar as decisões que são do interesse nacional. E acredito firmemente, com a cabeça e com o coração, que esta é uma decisão que é do interesse de todo o Reino Unido."

A primeira-ministra britânica, Theresa May, regressou ao número 10 de Downing Street e entrou em águas políticas desconhecidas depois de ter anunciado o acordo para a saída da União Europeia.

Theresa May, parece que não acreditava mesmo que algum dia fosse possível chegar a um entendimento sobre o Brexit.

Mas apenas algumas horas após esta declaração, uma série de demissões abalaram o seu governo e um exército de opositores políticos, dentro e fora do seu Partido Conservador, assumiu o controlo do acordo.

Como um deputado do parlamento disse: "Este acordo já está morto na água."

O grande problema dos adversários políticos de May é que não têm uma alternativa credível, nem pessoal nem politicamente.

Por estes dias, em Westminster, parece não haver maioria para qualquer plano sobre o Brexit.

E toda uma classe política parece estar presa entre a incompetência e a insegurança.

O que nos traz de volta ao acordo negociado, que está sobre a mesa e que pode mesmo ser o melhor que a Grã-Bretanha vai conseguir, afinal.

Vamos então dar uma olhadela aos pontos principais para entender melhor o que está em jogo.

Muitos analistas sugeriram que, depois desta semana, os dias de Theresa May no número 10 de Downing Street estavam contados.

No entanto, a primeira-ministra britânica demonstrou uma extraordinária resiliência perante o assédio político quase constante desde que assumiu o cargo após o referendo Brexit, há mais de dois anos.

Outra mulher feita da mesma fibra é a alemã Angela Merkel.

Após 13 anos como chanceler, anunciou recentemente a sua retirada gradual da política, assumindo parte da responsabilidade por uma série de derrotas eleitorais do partido.

Esta semana, teve uma montra única para estruturar o seu legado político, enquanto ainda está no cargo por mais três anos.

No Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Merkel expôs a sua visão para o futuro da Europa, atacando as forças do nacionalismo, populismo e fanatismo.

E fê-lo de forma educada e despretensiosa. Ora veja.

E agora vejamos a agenda da próxima semana.

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O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas reúne-se em Genebra. Entre outros tópicos, há um fórum sobre parlamentos como promotores da Democracia e do Estado de Direito.

Na terça-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia reúnem-se em Bruxelas para rever as iniciativas políticas em matéria de segurança e defesa e da cooperação União Europeia - NATO.

Também na terça-feira, em Viena, começa uma conferência internacional sobre antissemitismo, organizada pelo governo austríaco.

Como vimos, esta foi uma semana extraordinária para as mulheres na política europeia.

E por coincidência, fez 100 anos que a Alemanha deu o direito de voto às mulheres.

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Numa cerimónia em Berlim, a chanceler Merkel elogiou o progresso político e na sociedade ao longo dos anos, mas também reclamou que esse mesmo progresso continua a ser penosamente lento.

Por exemplo, sublinhou que o objetivo deve ser a paridade entre mulheres e homens nos parlamentos alemães.

A realidade, no entanto, é que a Alemanha está a regredir neste aspeto.

Na última legislatura do Bundestag, 37% dos deputados eram mulheres.

Agora, são apenas pouco mais de 30%, o que coloca a Alemanha ao mesmo nível do Sudão.

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Numa nota mais positiva, Merkel disse que hoje já ninguém ri de uma menina quando esta diz que quer tornar-se chanceler.

Algumas crianças, até se perguntam se um homem pode ser chanceler da Alemanha...

Nome do jornalista • Ricardo Borges de Carvalho

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