Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

Sesta de 45 minutos à tarde reenergiza o cérebro e estimula a aprendizagem, diz estudo

Pessoas a dormir a sesta na Argentina
Pessoas a dormir a sesta na Argentina Direitos de autor  AP Photo
Direitos de autor AP Photo
De يورونيوز
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

O estudo envolveu 20 jovens saudáveis que foram submetidos a duas experiências distintas durante a tarde: na primeira, dormiram a sesta e, na segunda, permaneceram acordados. A duração média da sesta foi de 45 minutos.

Um estudo recente revelou que uma pequena sesta a meio do dia pode não só combater a sonolência, mas também alterar a forma como o cérebro funciona, reiniciando a comunicação entre os neurónios para melhorar a capacidade de aprender e armazenar informações.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O estudo, publicado na revista Neuroimage, foi realizado por investigadores do Centro Médico Universitário de Freiburg, na Alemanha, e da Universidade de Genebra, na Suíça, e concluiu que este efeito não requer uma noite inteira de sono, mas pode ser conseguido através de uma curta sesta diurna.

A vantagem reside no mecanismo pelo qual o cérebro funciona durante a vigília: à medida que continua a processar informações ao longo do dia, ele fortalece as conexões entre os neurónios (sinapses) — um processo que constitui a base biológica da aprendizagem — este fortalecimento contínuo pode levar o cérebro a um estado de "saturação", reduzindo a sua flexibilidade e capacidade de assimilar novos conhecimentos. É aqui que a sesta surge como uma solução biológica eficaz para restaurar o equilíbrio.

O estudo demonstrou que o sono, mesmo de curta duração, restabelece o equilíbrio ao reduzir seletivamente a atividade sináptica excessiva, sem comprometer as memórias armazenadas.

Os investigadores descrevem este fenómeno como "reinicialização sináptica", que permite a formação de novas memórias.

Uma experiência com 20 participantes revela o efeito de uma sesta de 45 minutos

O estudo envolveu 20 jovens adultos saudáveis que foram submetidos a duas experiências distintas durante a tarde: Uma em que dormiram e outra em que se mantiveram acordados. A duração média da sesta foi de 45 minutos.

Dado que é impossível medir as sinapses diretamente nos seres humanos, a equipa utilizou técnicas não invasivas, incluindo a estimulação magnética transcraniana (TMS) e a eletroencefalografia (EEG).

Os resultados mostraram que a sesta reduziu a força sináptica global no cérebro - um indicador da recuperação relacionada com o sono - ao mesmo tempo que aumentou a capacidade do cérebro para formar novas ligações, tornando os participantes mais preparados para absorver informações do que quando estavam acordados durante o mesmo período de tempo.

Benefícios práticos em domínios de elevado desempenho

O professor Christoph Nissen, que liderou o estudo, afirmou que os resultados mostram que curtos períodos de sono aumentam a capacidade do cérebro para codificar novas informações. Nissen conduziu a investigação enquanto diretor médico do Centro do Sono da Universidade de Friburgo e é agora professor e médico-chefe da Universidade de Genebra e do seu Hospital Universitário.

Explicou que este mecanismo fornece uma explicação biológica para a melhoria do desempenho após uma sesta da tarde, que poderia ser explorada em profissões que exigem um elevado desempenho mental ou físico, como a música, o desporto e as áreas críticas de segurança.

Kai Spiegelhalder, Diretor do Departamento de Investigação Psicossomática do Sono e Medicina do Sono da Universidade de Friburgo, sublinhou que mesmo uma sesta curta pode proporcionar uma maior clareza mental e ajudar a manter a concentração.

Os investigadores sublinharam que as perturbações ocasionais do sono não conduzem automaticamente a uma diminuição do desempenho. Nos casos de insónia crónica, os sistemas de regulação do sono e da vigília permanecem funcionalmente intactos, mas são afectados pela ansiedade e por comportamentos inadequados.

Por conseguinte, a equipa recomenda a utilização de terapia cognitivo-comportamental para a insónia (TCC-I), em vez de medicamentos hipnóticos, que podem perturbar os processos naturais de recuperação do cérebro e conduzir à dependência.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Usar o ChatGPT para dúvidas médicas? Novo estudo pede cautela

Gotas de solução açucarada aliviam dor de bebés em procedimentos hospitalares, indica estudo

UE interceta número recorde de produtos perigosos em 2025, aponta relatório