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O regresso do Dubai Air Show após a pandemia

O regresso do Dubai Air Show após a pandemia

O Dubai Air Show está de regresso após um ano marcado pela pandemia. O setor aeronáutico foi um dos mais atingidos pela crise da Covid-19.

Tradicionalmente, as fabricantes de aviões Boeing e Airbus são as estrelas da feira de aviação do Dubai. Mas, este ano, a exposição de cinco dias deverá ser menos agitada devido ao impacto da Covid-19 no setor aéreo.

Graças ao avanço das campanhas de vacinação, a indústria aérea espera recuperar das perdas líquidas de cerca de 138 mil milhões de dólares do ano passado.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo prevê um prejuízo líquido de 11,6 mil milhões de dólares para as companhias aéreas em 2022.

O primeiro dia da exposição destacou o setor da defesa e do material militar, nomeadamente de países como a Rússia e Israel. O evento foi a ocasião para ver o novo caça russo Checkmate. Com um preço de base de 35 milhões de dólares, o avião a jato é visto como um concorrente menos dispendioso do F-35 dos EUA.

O Presidente brasileiro Jair Bolsonaro esteve presente na apresentação do avião C-390 Millennium da empresa aeroespacial brasileira Embraer.

A Airbus assinou um contrato para vender de 255 novos aviões (A321neo e A321XLR) aos vários transportadores low cost da Indigo Partners. Antes da pandemia a encomenda totalizaria mais de 30 mil milhões de dólares, mas, a empresa europeia recusou-se a fornecer detalhes sobre o preço de venda.

O espectáculo aéreo do Dubai Air Show decorreu no Aeroporto Al Maktoum, segundo aeroporto do Dubai.

Apesar da incerteza que rodeia as viagens comerciais, os volumes de carga já se encontram acima dos níveis anteriores à pandemia. Algumas companhias aéreas retiraram assentos dos aviões de passageiros e transformaram as aeronaves em aviões de carga.

Na sequência da procura crescente de aviões de carga, a Boeing anunciou planos para aumentar o número de ligações áreas destinadas ao transporte de mercadorias, uma no Reino Unido e duas no Canadá.