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Homem que conduziu veículo contra sinagoga no Michigan morto pela polícia

As autoridades policiais respondem a uma chamada na sinagoga Temple Israel na quinta-feira, 12 de março de 2026, em West Bloomfield Township, Michigan.
As autoridades policiais respondem a uma chamada na sinagoga Temple Israel na quinta-feira, 12 de março de 2026, em West Bloomfield Township, Michigan. Direitos de autor  AP Photo/Corey Williams
Direitos de autor AP Photo/Corey Williams
De Orestes Georgiou Daniel & João Azevedo com AP
Publicado a Últimas notícias
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Não há registo de mais feridos ou vítimas mortais. Embora os motivos do ataque estejam ainda sob investigação, a procuradora-geral do Michigan diz que há uma "ligação" entre este episódio e a guerra em curso no Médio Oriente.

Um homem que, na quinta-feira, conduziu um veículo contra o interior de uma sinagoga situada a noroeste de Detroit, no estado norte-americano do Michigan, foi abatido pela polícia.

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Segundo as autoridades, depois de uma troca de tiros com os agentes da autoridade, o suspeito foi encontrado morto, com graves queimaduras dentro do veículo, que tinha uma grande quantidade de explosivos no banco de trás. A sinagoga Temple Israel, em West Bloomfield, também ficou em chamas.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (EUA) identificou o homem como Ayman Mohamad Ghazali, de 41 anos. Trata-se de um cidadão nascido no Líbano e que se naturalizou norte-americano.

Os responsáveis da sinagoga deram conta de que 140 crianças, juntamente com os funcionários, estavam no centro pré-escolar deste espaço religioso aquando do ataque. Não há registo de mais feridos ou vítimas mortais.

Um dos agentes que enfrentaram o suspeito foi atropelado pelo veículo usado no ataque, mas deverá recuperar, de acordo com as autoridades locais, citadas pela CNN.

Pelo menos 30 polícias foram transportados para o hospital por inalação de fumo, informou o xerife do condado de Oakland, Michael Bouchard.

O FBI classificou o ataque como um "ato de violência direcionado contra a comunidade judaica".

A governadora do Michigan, Gretchen Whitmer, condenou o incidente, que considerou o "pior pesadelo de qualquer comunidade".

Motivação ainda por apurar

Não são, para já, conhecidas as razões do ataque. O Departamento de Segurança Interna dos EUA indicou que o suspeito entrou nos EUA em 2011, com um visto de imigrante, e obteve a cidadania em 2016.

Segundo fontes policiais ouvidas pela CNN, estão a ser investigados relatos de que o suspeito contou a algumas pessoas que membros da sua família foram mortos num recente ataque aéreo de Israel no Líbano.

O FBI, que destacou mais de 100 agentes e analistas para este caso, está a conduzir a investigação em parceria com entidades estaduais, locais e federais, referiu Jennifer Runyan, agente especial responsável pelo escritório regional do FBI em Detroit, citada pela CNN.

As autoridades locais fizeram saber que o local religioso estava em alerta máximo para possíveis atos de violência nas últimas semanas.

A procuradora-geral do Michigan, Dana Nessel, afirmou que há uma clara "ligação" entre a guerra no Médio Oriente e e este episódio de violência.

Nessel sublinhou que não é coincidência que o suspeito tenha decidido atacar uma sinagoga chamada Temple Israel.

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