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França interceta novo petroleiro da "frota fantasma" russa

ARQUIVO: Um soldado francês desce em rappel de um helicóptero para abordar o navio-petroleiro Deyna, suspeito de integrar a frota fantasma russa, no Mediterrâneo.
ARQUIVO: Um soldado francês desce de rappel de um helicóptero para alcançar o petroleiro Deyna, suspeito de integrar a frota fantasma russa, no Mediterrâneo. Direitos de autor  AP/AP
Direitos de autor AP/AP
De Serge Duchêne
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Segundo o presidente francês Emmanuel Macron, que anunciou a interceção no X, “é inaceitável que navios contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos”.

A Marinha francesa intercetou na manhã de domingo mais um petroleiro sob sanções internacionais proveniente da Rússia: o Tagor.

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Segundo Emmanuel Macron, que também divulgou, na sua publicação na rede X, um breve vídeo da operação, a "intervenção foi realizada no Atlântico, em alto-mar, com o apoio de vários parceiros, incluindo o Reino Unido, no estrito respeito pelo direito do mar".

Estes navios, que não cumprem as regras mais básicas da navegação marítima, "representam também uma ameaça para o ambiente e para a segurança de todos", sublinhou o presidente francês.

"É inaceitável que navios contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos", afirmou o chefe de Estado francês na rede social, rematando: "A nossa determinação é constante e total".

O petroleiro, originário de Murmansk, foi intercetado ao largo de Brest, adiantou o responsável marítimo para o Atlântico em comunicado.

Após uma inspeção a bordo, a Marinha francesa constatou uma "irregularidade do pavilhão" e suspeitou que o navio "arvorava um falso pavilhão". "Foi feita uma comunicação ao procurador de Brest" e o navio foi desviado "para um ponto de fundeadouro, para prosseguir as verificações", acrescentou.

Desde setembro, França procedeu à interceção de outros três navios suspeitos de pertencerem à "frota fantasma" russa. Esses navios puderam voltar a navegar depois de os respetivos armadores pagarem coimas.

O regime de Moscovo utiliza este tipo de petroleiros envelhecidos, de propriedade opaca, para contornar as sanções ocidentais que visam as suas exportações de petróleo e que permitem financiar a máquina de guerra do Kremlin.

Os navios desta frota mudam frequentemente de pavilhão ou utilizam registos inválidos para tentarem escapar à deteção.

Vários países ocidentais impuseram sanções a centenas de navios na sequência da invasão da Ucrânia em 2022.

Quase 600 navios suspeitos de pertencerem à "frota fantasma" russa estão sujeitos a sanções da União Europeia.

Outras fontes • AFP, TF1, franceinfo

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