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Rolando Villazón leva "O Morcego" a uma viagem por Berlim

Rolando Villazón leva "O Morcego" a uma viagem por Berlim
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Um conto despreocupado, uma montanha russa de identidades erradas e de vingança perversa. A opereta "Die Fledermaus" - "O Morcego" - de Johann Strauss, encanta a Ópera Alemã de Berlim.

A produção sumptuosa é encenada pelo lendário tenor mexicano naturalizado francês Rolando Villazón.

"A música nesta peça é simplesmente fantástica. A energia, os ritmos são realmente contagiosos. Faz os nossos corações começarem a dançar", sublinha Rolando Villazón.

"O tempo necessário numa opereta, quer musicalmente quer no palco, o facto de as personagens terem de ser levadas a sério torna, para mim, esta opereta a rainha da ópera", acrescenta Thomas Blondelle.

O tenor e a enérgica soprano Annette Dasch integram o mundo vertiginoso da alta sociedade de Gabriel von Eisenstein e Rosalinde, que está determinada a ensinar ao marido mulherengo uma lição.

"Os temas que se abordam continuam atuais. Os arquétipos retratados em palco continuam a dizer-nos algo e também o dirão no futuro. Nesse sentido, 'Morcego para sempre.' A encenação passa por uma viagem no tempo", reforça Villazón.

A viagem começa no século XIX e depois prossegue com uma festa num bunker na comunista Berlim Leste rumo ao espaço futuro incerto. As personagens também passam por uma viagem.

"Cada papel é uma luta, uma revolta. A revolta do que pensam que devem fazer ou que querem fazer", diz Rolando Villazón.

"A Rosalinde que Rolando criou para esta encenação é desde o princípio uma pessoa com diferentes caras. É sempre assim. Isto é Rolando. É o que queria de mim. É alguém que vê completamente a pessoa que tem à frente e sente a fisicalidade, como pode ser cómico e encoraja-nos. Cria um espaço seguro", sublinha a soprano Annette Dasch.

O tenor Thomas Blondelle acrescenta: "Também nos sentimos valorizados. Penso que criámos isto juntos e ele tem uma fantasia incrível."

"A estreia é um sentimento especial para um diretor de palco porque apreciamos a visualização. Sentimo-nos felizes e existe um pouco de nostalgia porque estamos a partir e temos de dizer adeus", refere Rolando Villazón.