EUA e Irão deitam água na fervura

EUA e Irão deitam água na fervura
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De  Ricardo Figueira
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Irão diz que "não quer guerra com a América" e Trump desdramatiza a situação.

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Donald Tump tentou acalmar a situação, depois de o Irão ter lançado mísseis contra duas bases com tropas americanas no Iraque, na noite de terça-feira. Na tarde de quarta, dois roquetes caíram na chamada zona verde de Bagdade, junto à embaixada norte-americana. As autoridades dos Estados Unidos dizem ter informações de que o Irão pediu às milícias para não atingir alvos americanos.

Quanto ao ataque às bases, Trump quis também apaziguar: "Não sofremos baixas, os nossos soldados estão seguros e as bases militares sofreram apenas danos mínimos. As nossas forças estão preparadas para tudo. O Irão parece estar a retrair-se, o que é bom para todas as partes envolvidas e para o mundo", disse o presidente.

Trump pede mais esforços à NATO e telefonou ao secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, para aumentar os esforços na região. Os dois homens concordaram que a NATO pode contribuir mais para a estabilidade da zona.

Entretanto, o Irão adotou também um tom mais moderado. O chefe da diplomacia iraniana diz agora que não quer uma guerra com os Estados Unidos: "Não fomos nós quem começou este processo de escalada. Os Estados Unidos moveram uma guerra económica contra o Irão e têm de se acalmar. A presença de iranianos nas ruas de muitas cidades, algo sem precedentes na história, tem de trazer os Estados Unidos à razão", disse Mohammad Javad Zarif.

Mas o aiatola Ali Khamenei, líder supremo do Irão, parece não pensar da mesma forma e diz que o ataque às bases militares não foi suficiente como castigo pela morte do general Qasem Soleimani, um dos mais importantes líderes militares do país.

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