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Governo descarta "cerco sanitário" ao Grande Porto

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De  Ricardo Figueira  com LUSA
Hospital de campanha no Pavilhão Rosa Mota (Porto)
Hospital de campanha no Pavilhão Rosa Mota (Porto)   -   Direitos de autor  FERNANDO VELUDO/EPA

São já 160 as vítimas de Covid-19 em Portugal, segundo os números publicados esta terça-feira, no dia em que o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, descartou a hipótese de isolar o Grande Porto, que continua a ser a área do país mais atingida. A Direção-Geral de Saúde admite que uma parte dos números relativos a esta região tenha aparecido em duplicado.

O aumento do número de casos mais que duplicou em relação a segunda-feira. Há mais de mil novos casos, para um total acima dos 7400. O aumento foi de 16%.

Já o aumento do número de óbitos tem sido constante. Esta terça-feira foi de 20 pessoas, depois das 21 de segunda-feira e das 19 de domingo, para um total de 160 mortes. O aumento desta terça-feira foi de 14%.

PR congratula portugueses

As medidas de contenção estão a ser respeitadas pelos portugueses, que esvaziaram as cidades. Isso está a refletir-se nos números e é preciso continuar, segundo o presidente Marcelo Rebelo de Sousa: "Impõe-se manter as medidas de contenção, e foi uma opinião unânime. Voltando àquela imagem de há uma semana: importa manter a pressão na mola para que a mola não suba. E isso foi dito por todos e foi assumido como uma prioridade para o nosso futuro imediato", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, frisando que esta conclusão "foi unânime nas intervenções dos especialistas".

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, outra conclusão desta reunião foi a de que, "olhando para a evolução da curva dos casos positivos dos portugueses detetados como infetados há uma diferença apreciável entre a primeira fase dessa evolução e a fase mais recente".

"E, mais do que isso, a continuar o que parece ser uma tendência, temos uma fixação em valores que podem vir a ser menos de metade, claramente menos de metade, em média, daqueles que se verificavam na primeira fase. E podem significar uma relação com o encerramento das escolas e com medidas de contenção já adotadas", completou.

Com o primeiro-ministro de um lado e o presidente da Assembleia da República do outro, a alguma distância, o chefe de Estado observou que, "se for isso assim - e os próximos dias poderão confirmar - essa é uma boa notícia, a premiar o esforço dos portugueses, que assumiram como tarefa coletiva compreender e praticar essa autocontenção".

Relativamente à renovação por mais 15 dias do estado de emergência, que termina às 23:59 desta quinta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que aquilo que ouviu hoje dos especialistas foi um "passo importante, porque dá fundamento científico" à decisão política que será tomada na quarta-feira.

Esta reunião juntou o Presidente da República, o presidente do Parlamento, o primeiro-ministro e representantes dos vários partidos. Para daqui a uma semana, a sete de abril, está marcada uma reunião semelhante, em que vai ser abordado o tema das escolas e do eventual retomar das aulas no terceiro período. Uma decisão que vai ser conhecida a nove de abril, antes do previsto regresso às aulas.