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Escândalo de corrupção abala CDU de Angela Merkel

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Nikolas Löbel abandona política
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Um deputado alemão, da União Democrática Cristã de Angela Merkel, anunciou a retirada da política na sequência de um escândalo de corrupção, envolvendo um negócio de máscaras sanitárias.

Nikolas Löbel, de 34 anos, admitiu que a empresa que dirige recebeu 250 mil euros pela mediação de contratos para a aquisição de máscaras faciais, no início da pandemia causada pelo novo coronavírus.

Löbel anunciou que cessa de imediato a sua filiação no grupo parlamentar de centro-direita, que não voltaria a candidatar-se ao Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento, e deixará o seu cargo de deputado no final de agosto.

Nikolas Löbel afirmou que cometeu um erro e emitiu um pedido de desculpas.

O caso provocou críticas no seio da CDU. No Twitter, o secretário-geral, Paul Ziemiak, afirmou que considera "profundamente imoral" que parlamentares "tenham enriquecido com o fornecimento de máscaras na pior crise desde a II Guerra Mundial".

Na mesma linha, numa entrevista a um jornal alemão, Susanne Eisenmann, a candidata da CDU a governadora de Baden-Wuerttemberg, disse que "é inaceitável que os parlamentares enriqueçam nesta grave crise".

Este não é, no entanto, o único caso a abalar as fileiras conservadoras. Georg Nüesslein, membro da União Social Cristã, um partido da Baviera coligado com a CDU, está a ser investigado pelo Ministério Público por, alegadamente, ter recebido comissões por mediação entre empresas produtoras de máscaras e entidades públicas. Nüesslein nega todas as acusações.