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Eleições regionais servem de teste à CDU no adeus a Merkel

Eleições regionais servem de teste à CDU no adeus a Merkel
Direitos de autor Michael Probst/Copyright 2021 The Associated Press. All rights reserved
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De  Francisco Marques com Associated Press
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Baden-Württemberg e Renânia-Palatinado estão hoje a votos, num género de tubo de ensaio para o escrutínio federal de setembro

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As eleições regionais deste domingo nos estados Baden-Württemberg e Renânia-Palatinado, na Alemanha, estão a ser vistas como importantes testes para a União Democrata Cristã (CDU), o partido de Angela Merkel.

Com eleições federais marcadas para o final de setembro e o afastamento já anunciado da atual chanceler, a CDU procura encontrar neste "super ano eleitoral" um novo caminho de sucesso para continuar a governar na Alemanha.

Com seis eleições regionais marcadas até ao escrutínio federal, as urnas estão hoje abertas no sul do país, em jeito de tubo de ensaio para o futuro da política nacional e em pleno período de contenção da epidemia, o que também poderá influenciar as tendências de voto. 

O estado de Baden-Württemberg, que tem Estugarda como capital e a indústria automóvel local como motor da economias do país, é o único com um ministro-presidente dos Verdes, Winfried Kretschmann, muito popular entre os eleitores da CDU, o partido com que se coligou no executivo local.

O estado da Renânia-Palatinado é governado por uma coligação liberal de centro-esquerda, incluindo o Partido Social-Democrata (SPD), o grande rival da CDU, onde Armin Laschet se assume agora como o sucessor de Merkel depois da aposta falhada em Annegret Kramp-Karrenbauer - esteve no cargo entre dezembro de 2018 e janeiro de 2021, saindo após uma controversa coligação com a extrema-direita na Turíngia.

Laschet ambiciona ser candidato a chanceler, mas eventuais resultados negativos podem obrigar a CDU avançar com outro nome por enquanto mais popular, o de Markus Soder, líder da União Social-Cristã da Baviera.

A intrometer-se entre as duas grandes forças políticas do país surgem entretanto os Verdes, em plena era da transição energética e agora com uma presença menos radical.

As urnas fecham pelas 18 horas locais.

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