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Brexit, um ano depois: Que impacto na Irlanda do Norte?

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De  Ricardo Figueira  & Ken Murray
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Brexit, um ano depois: Que impacto na Irlanda do Norte?
Direitos de autor  Euronews / Ken Murray

O Brexit concretizou-se há exatamente um ano. Com ele, chegaram as novas regras para o trânsito de mercadorias entre a Irlanda do Norte e o resto do Reino Unido, ou seja, foi criada uma fronteira dentro do mesmo país. Os bens que atravessam o mar da Irlanda têm de ser inspecionados e por vezes sofrem atrasos. Os políticos unionistas da Irlanda do norte estão contra.

"Não apoiamos este protocolo, porque é um mau acordo, que vai contra o acordo da sexta-feira santa, negociado em 1998, que representa um perfeito equilíbrio. Ao mesmo tempo, sabemos e compreendemos que tem de haver alguma forma de acordo entre o Reino Unido e a União Europeia, que inclua a Irlanda do Norte", diz Doug Beattie, líder do Partido Unionista do Ulster.

Impacto no comércio

Apesar destas preocupações a respeito do protocolo, há muitos setores que ganharam bastante com o Brexit. As exportações da República da Irlanda para a Irlanda do Norte subiram 48% nos últimos 12 meses. No sentido inverso, o crescimento foi de 60%. Mas por muito benéfico que o Brexit tenha sido para as trocas comerciais entre as duas Irlandas, a verdade é que a saída do Reino Unido da União Europeia foi um duro golpe para muitos, sobretudo para os comerciantes independentes.

Glyn Robert, presidente da principal associação de comerciantes da Irlanda do Norte, diz: "O principal desafio para os nossos membros que têm fornecedores sediados na Grã-Bretanha é que há bastantes problemas em conseguir que os produtos cheguem na altura certa. Esse é um desafio permanente e é um tema que queremos ver resolvido".

Pedimos aos consumidores nas ruas de Belfast se o Brexit afetou a vida de todos os dias. A resposta foi sempre a mesma: Nada mudou.

Para muitos, aqui na Irlanda do Norte, o Brexit trouxe grandes benefícios. Para outros, nem tanto. Se o impacto no dia-a-dia foi mínimo, o diálogo entre Londres e Bruxelas sugere que o verdadeiro impacto do Brexit pode não ser conhecido até daqui a um ano.