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Rússia aumenta presença militar no Cazaquistão face a revolta

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De  Ricardo Figueira
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Confrontos no Cazaquistão
Confrontos no Cazaquistão   -   Direitos de autor  Vasily Krestyaninov/AP

A Almaty, maior cidade do Cazaquistão, chegam todos os dias reforços de tropas da CSTO, a aliança militar de ex-repúblicas soviéticas liderada pela Rússia, para apoiar o presidente Kassym-Jomart Tokayev, que vive uma onda de contestação nas ruas sem precedentes. As autoridades do país dizem que as tropas, que atingem já os 2500 homens, servem para guardar as instituições e não vão combater os manifestantes, mas a população está inquieta.

Sobretudo desde que Tokayev apareceu na televisão a dizer que as forças de segurança estavam autorizadas a atirar a matar sobre os manifestantes, a quem chama terroristas.

A situação está a preocupar os Estados Unidos, mas o secretário de Estado Anthony Blinken prefere, para já, tratar o assunto com cautela.

"Deixámos claro que condenamos a violência cometida por qualquer pessoa, incluindo a que é dirigida às instituições do Estado e ao governo. No que toca à intervenção da CSTO, temos algumas questões sobre a natureza e a razão do pedido. Estamos à espera de saber mais. O que está a acontecer aqui é diferente do que acontece nas fronteiras ucranianas. Mas também podemos dizer que uma das lições da história recente é que, uma vez que os Russos entram na nossa casa, é difícil fazer com que se vão embora", disse o chefe da diplomacia norte-americana.

uma das lições da história recente é que, uma vez que os Russos entram na nossa casa, é difícil fazer com que se vão embora.
Anthony Blinken
Secretário de Estado norte-americano

Segundo o Ministério do Interior, 26 manifestantes foram mortos pelas forças de segurança e há outros tantos feridos. Pensa-se que mais de 3800 pessoas tenham sido detidas. Entre as forças de segurança, há 18 mortos e mais de 700 feridos. Os militares retomaram o controlo do aeroporto de Almaty, que antes tinha sido ocupado pela insurreição. Tokayev diz que a ordem constitucional foi restabelecida, mas os opositores continuam a divulgar vídeos de protestos generalizados em Almaty.