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NATO à espera de provas da retirada russa

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De  Teresa Bizarro  & Oleksandra Vakulina
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NATO à espera de provas da retirada russa
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As imagens divulgadas pelo governo russo da retirada de tropas da linha de fronteira com a Ucrânia moderaram o discurso do ocidente, mas não acabaram com os receios. Vladimir Putin abriu a porta ao debate das questões de segurança com a NATO. Os aliados saudam a mudança na retórica do presidente russo, mas sublinham que ainda não teve efeitos no comportamento.

"Até agora, não assistimos a qualquer desescalada no terreno. Pelo contrário, parece que a Rússia continua a aumentar a concentração de tropas. E não recebemos ainda resposta às propostasque enviámos por escrito à Rússia no dia 26 de Janeiro, delineando os tópicos e itens em que os aliados da NATO estão prontos a sentar-se e discutir com a Rússia para tentar encontrar um caminho político para o futuro," declarou o secretário-geral da NATO.

Jens Stoltenberg preside, esta quarta-feira, em Bruxelas, a uma reunião dos ministros da defesa daos países da Aliança Atlântica para definir os próximos passos.

A crise na Ucrânia e a dependêndia energética da Europa face à Rússia estiveram no centro do debate no Parlamento Europeu.

A presidente da Comissão Europeia mostra-se optimista. Ursula von der Leyen considera que nas últimas semanas foram asseguradas fontes alternativasde energia que permitem afastar problemas imediatos.

"Durante as últimas semanas, analisámos todos os cenários de ruptura possíveis no caso da Rússia decidir interromper parcial ou completamente o fornecimento de gás à União Europeia. E posso dizer hoje, que os nossos modelos mostram, com todas as medidas que tomámos, que estamos agora do lado seguro para este Inverno," garantiu Von der Leyen.

Dia da União Nacional na Ucrânia

Esta quarta-feira - dia que chegou a ser apontado como a data provável da invasão russa da Ucrânia - foi declarado "Dia de União Nacional" pelo presidente Volodymyr Zelenskiy. Num estádio em Kiev, centenas de ucranianos seguraram simbolicamente uma bandeira gigante.

O Ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, anunciou a data como uma celebração da unidade "de todos os ucranianos e também a unidade da Ucrânia com parceiros de confiança comprovada por esta crise de segurança criada pela Rússia". 

"Agradecemos aos nossos verdadeiros amigos que nos apoiam não só em palavras, mas também em actos," afirmou Kuleba.